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Florestas de MS Crescem 40% com Sustentabilidade

Estado busca atingir 2,5 milhões de hectares nos próximos anos.

23/10/2025 às 11:47
Por: Redação

O estado de Mato Grosso do Sul, com aproximadamente 1,8 milhão de hectares de florestas plantadas atualmente, planeja expandir essa área para 2,5 milhões de hectares em três anos, representando um crescimento de 40% em sua base florestal. Essa expansão tem como foco a sustentabilidade, um conceito central para as grandes empresas do setor.

Durante o evento Bracell 2030 (2025) em São Paulo, o secretário Jaime Verruck, da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), destacou essa projeção. O encontro, realizado em parceria com o jornal Valor Econômico e a Editora Globo, reuniu líderes empresariais e especialistas para discutir um futuro sustentável, alinhando temas como "economia regenerativa" e "bioindústria" com práticas ESG (ambiental, social e governança), impactando investidores e stakeholders.

Jaime Verruck participou de um painel ao lado de Natália Resende, secretária de Meio Ambiente e Logística de São Paulo, e do embaixador José Carlos Fonseca, moderado pela jornalista Leila Sterenberg. Verruck ressaltou a exposição internacional do setor: “Este setor possui uma forte exposição internacional, tornando-se um ponto de referência relevante. A exportação de cerca de 92% da produção de celulose evidencia o alto nível de integração com o mercado global”. Essas características demandam políticas de gestão sustentável, essenciais para o modelo de negócio das empresas, que implementam mecanismos específicos para atender essa demanda.

No evento, o secretário também destacou a conformidade com a legislação ambiental. “Empresas como a Bracell e a Suzano iniciam atividades somente com as devidas análises, reservas legais e compensações ambientais”, afirmou. A operação dessas empresas se baseia na legalidade, cobrindo uma área de 1.181.000 hectares. Verruck enfatizou a importância da certificação florestal, que muitas vezes possui requisitos mais rigorosos que o licenciamento ambiental tradicional.

Enfrentando desafios, o secretário abordou a questão dos créditos de carbono: “O IPCC da ONU não aceita créditos gerados pelo eucalipto plantado, pois considera a captura de carbono temporária, dado que a árvore é cortada. Esta é uma decisão crucial para o setor”. Há esforços para que a colheita, rebrota e replantio sejam reconhecidos como métodos de captura de carbono. Um documento será apresentado na COP30, destacando a preservação florestal.

Verruck também indicou um crescimento "biológico" para o estado, com a meta de atingir 2,5 milhões de hectares plantados e consolidar projetos como a Bracell e a segunda planta da Eldorado. "Esta é a nossa previsão: alcançar 2,5 milhões em três anos", afirmou, pontuando a necessidade de uma área de preservação de 700 mil hectares para sustentar essa expansão.

Fonte: Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc
Foto de capa por Álvaro Rezende/Secom/Arquivo

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