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Governo Destina 108 Milhões de Reais para Educação Popular

Investimento apoiará até 500 cursinhos e ampliará acesso universitário.

18/10/2025 às 17:08
Por: Redação

Educação

O governo federal anunciou, neste sábado (18), um novo edital para a Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP), que será lançado em dezembro. Serão contemplados até 500 projetos, com investimento de 108 milhões de reais. O anúncio ocorreu em São Bernardo do Campo (SP) com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Instituída pelo Decreto 12.410/2025, a CPOP oferece apoio técnico e financeiro para estudantes da rede pública em situação de vulnerabilidade social que visam ingressar na educação superior por meio do Exame Nacional do Ensino Médio.

No primeiro edital, a CPOP selecionou 384 cursinhos populares para preparação de estudantes para o vestibular, abrangendo mais de 12,1 mil estudantes em todo o país, com um investimento de 74 milhões de reais. Cada projeto recebeu até 163,2 mil reais para pagamento do pessoal envolvido e auxílio-permanência de 200 reais mensais para até 40 alunos por unidade.

O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou a expectativa de selecionar 700 cursinhos até o final do governo. Santana afirmou que as iniciativas já eram ativas antes do apoio governamental e agora recebem suporte para serem políticas públicas. Ele ressaltou programas anteriores das gestões de Lula, como Prouni, Sisu, Enem e Fies, e falou sobre alfabetização, ensino integral e o programa Pé-de-meia, que tem ajudado a reduzir a evasão escolar.

Santana enfatizou que “a educação é o único caminho transformador da sociedade” e defendeu a valorização dos educadores, citando iniciativas como a Universidade Federal Indígena (Unind), com sede em Brasília, para promover equidade e inclusão.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que já liderou a Educação, comentou que historicamente os alunos de escolas particulares acessavam universidades públicas, enquanto os de escolas públicas tinham dificuldade de permanecer nas privadas por custos diversos. O objetivo do Prouni, segundo ele, é representar grupos minorizados dentro das universidades.

Haddad lembrou que uma medida necessária era o aumento da carga tributária sobre os mais ricos para melhorar a educação, ainda que isso gerasse resistência. Ele mencionou que de 2006 a 2010, houve oposição à reserva de vagas para alunos de escolas públicas, o que se transformou nos últimos anos, com cotas representando metade das vagas universitárias.

“É como fazer uma reforma agrária no ensino superior brasileiro... distribuir de forma mais justa”, declarou. Além de cotas para alunos de escola pública, Haddad relatou a divisão proporcional entre brancos e negros, variando por estado, mencionando a representatividade aumentada nas universidades públicas.

“Hoje, a universidade pública é mais brasileira, mais autêntica, mais representativa... com a participação da classe trabalhadora”, comentou Haddad.

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