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Reaproveitamento de materiais escolares é estratégia para 2026

Famílias brasileiras adotam práticas de economia na volta às aulas

10/01/2026 às 16:02
Por: Redação

Oito em cada dez pais brasileiros com filhos em idade escolar pretendem reutilizar materiais do ano letivo anterior na volta às aulas de 2026. Essa prática foi evidenciada por uma pesquisa conduzida pelo Instituto Locomotiva, em parceria com a QuestionPro, que investigou como as famílias se organizam financeiramente para os custos do início do ano escolar.

 

A pesquisa revelou que essa postura reflete um planejamento cuidadoso, em vez de desespero econômico, conforme destaca Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva. As famílias estão se adaptando gradualmente para lidar com orçamentos limitados, mostrando profissionalismo na gestão de suas finanças.

 

Desafios econômicos enfrentados

Os desafios financeiros relacionados ao início do ano escolar constituem uma preocupação real para muitas famílias. Gastos com material escolar, uniforme e livros didáticos são mencionados como os mais desgastantes, afetando especialmente as famílias de menor renda, onde 52% das classes D e E consideram os custos muito elevados.


O custo dos materiais escolares também influencia outras decisões financeiras, como lazer e alimentação, afirmou a pesquisa.


Embora as lojas físicas ainda sejam preferidas por 45% dos entrevistados, vem ganhando força um comportamento de consumo híbrido, com 39% das pessoas optando por combinar compras físicas e online. Apenas 16% planejam realizar suas compras exclusivamente pela internet.

 

Reaproveitamento como tendência

Priscilla Pires, uma consultora de vendas de 40 anos no Rio de Janeiro, fala sobre sua estratégia de aproveitar os horários propícios para gestões financeiras, como usar o 13° salário e parcelar as compras de materiais escolares. Sua abordagem foca em equilibrar qualidade e custo, buscando produtos funcionais e de boa procedência.


A conveniência de comprar tudo em um só lugar é priorizada, mesmo quando os livros representam a maior despesa, afirmam muitas famílias.


Priscila Alves, professora, prefere se adiantar nas compras e entrar em contato com a escola de seu filho no final do ano anterior. Com essa antecipação, ela busca economizar, adquirindo materiais como lápis de cor e mochilas antes dos reajustes. O esforço adicional de ofertar aulas particulares contribui para equilibrar seu orçamento.

 

Priscila comenta que essa organização prévia para manter as despesas sob controle é frequentemente vista como inusitada, mas justifica sua estratégia ao observar o aumento nos preços com a virada do ano.

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