Detentora oficialmente do título de Capital Nacional do Reggae, São Luís do Maranhão abre espaço para o ritmo jamaicano também no período carnavalesco. Dois ícones do reggae serão celebrados este ano na folia momesca: o Bloco do Reggae, que em 2026 completa 20 anos, homenageará o legado de Jimmy Cliff e Bob Marley, referências na música e na filosofia rastafári.
O Bloco do Reggae é uma das ramificações do Gdam - Grupo de Dança Afro Malungos, sediado em São Luís, que celebra 40 anos em 2026. O bailarino e coreógrafo Cláudio Adão, coordenador das iniciativas, destaca que a homenagem é uma forma de vivenciar no carnaval os ideais buscados no cotidiano pelos participantes.
Para Cláudio, o período carnavalesco materializa o trabalho da cadeia produtiva do reggae, envolvendo costureiras, comerciantes, DJs, equipes do vinil e radiola, grupos de dança, bandas e cantores. Ele destaca que ações desenvolvidas ao longo do ano, como seminários e debates sobre políticas públicas, são fundamentais para a manutenção da cultura reggae.
"O que a gente tem referência como reis, inspirações para dançar, pensar e refletir. Bob Marley denuncia preconceito racial através das cores e vibrações do reggae, mostrando que não é apenas música", afirma Cláudio.
Um dos pontos de encontro da massa regueira durante o carnaval será o Ladeira Prime, no bairro da Madre Deus, nos dias 14, 15 e 17 de fevereiro, com atrações como a Banda Divino Roots e Júnior Dread. Cláudio ressalta a vibração positiva e a energia do reggae como mensagens contra a violência.
"Muita vibração positiva, muita energia e respeito ao próximo", reforça Cláudio, destacando que o período carnavalesco é uma oportunidade de conscientizar sobre a paz, através de campanhas contra a violência e o feminicídio, alinhadas às mensagens do reggae.
"Campanha oficial do Gdam se estende pelo Bloco do Reggae, clamando por feminicídio zero e não à violência contra as mulheres", finaliza.