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Centésima edição da São Silvestre reúne número recorde de atletas

A tradicional corrida paulistana celebra sua centésima edição com mais de 50 mil inscritos

29/12/2025 às 16:15
Por: Redação

A histórica Corrida Internacional de São Silvestre, ocorrendo sempre no último dia do ano, alcança sua centésima edição neste ano de 2025. Com mais de 50 mil participantes, o evento promete ser um marco, refletindo o crescente entusiasmo mundial pela prova. Desde sua primeira corrida, em 31 de dezembro de 1925, idealizada pelo jornalista Cásper Líbero, a São Silvestre se consolidou como um dos eventos esportivos mais aguardados do país.

 

Com inspiração numa prova noturna de Paris, Líbero trouxe a ideia para São Paulo, com a corrida sendo nomeada em homenagem a São Silvestre, santo celebrado na data. A corrida inaugural contou com 60 inscritos, dos quais 48 partiram do Parque Trianon e percorreram 8,8 quilômetros pelas ruas da cidade. O vencedor foi Alfredo Gomes, com o tempo de 23m19s, destacando-se como o primeiro atleta negro a representar o Brasil em competições internacionais.

 

Evolução e internacionalização

Originalmente limitada a atletas brasileiros, a competição abriu suas portas a estrangeiros em 1927. A participação internacional ganhou força após a Segunda Guerra Mundial, obscurecendo as vitórias brasileiras por 34 anos, até que José João da Silva conquistasse o título em 1980. As mulheres começaram a competir em 1975, com a prova inaugural feminina vencida pela alemã Christa Valensieck.


"Eu fui o abençoado, vamos dizer assim. Cheguei e consegui esse marco. Essa vitória foi um grande marco", relembra José João da Silva sobre sua vitória histórica.


Com o passar dos anos, a corrida viu campeões notáveis como Marilson Gomes dos Santos, que venceu a prova três vezes após sua internacionalização. O envolvimento emocional da população é palpável, refletido nos gritos e lágrimas de apoio aos atletas brasileiros.

 

Transformações pessoais e sociais

Pessoas como Maria Zeferina Baldaia encontraram na São Silvestre um catalisador de mudança pessoal. Após vencer em 2001, Zeferina tornou-se um ícone e inspiração para outras mulheres, provando que é possível transformar condições adversas em vitórias marcantes. Sua infância difícil não impediu sua trajetória de sucesso na corrida.


"Corri durante 15 anos descalça... Eu tinha o objetivo de ajudar a minha família", conta Zeferina, destacando sua perseverança e determinação.


O triunfo de Zeferina ilustra o poder transformador do esporte, levando não apenas a reconhecimento individual, mas a um legado tangível, como o Centro Olímpico de Sertãozinho, que leva seu nome e inspira futuras gerações de atletas.

 

Espaço para todos

Hoje, a São Silvestre é um evento verdadeiramente democrático. Sua estrutura de largada em ondas acomoda desde corredores de elite até amadores, incluindo uma edição especial, a São Silvestrinha, para crianças e adolescentes. Isso reflete sua natureza inclusiva, atraindo pessoas de todas as partes do mundo.


"A corrida de rua faz com que as pessoas voltem a se conectar e se apropriar do espaço público", comenta Martha Maria Dallari sobre o impacto social do evento.


Enquanto o programa especial "Caminhos da Reportagem - 100 Vezes São Silvestre" da TV Brasil mergulha na história desta icônica corrida, celebrar esse legado esportivo ajuda a unir atletas e espectadores, reforçando o papel da São Silvestre como um símbolo cultural e esportivo do Brasil.

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