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Copa do Mundo de 2027 será um marco histórico na América do Sul

Evento será a primeira Copa feminina no continente apaixonado por futebol.

15/10/2025 às 23:04
Por: Redação

A menos de dois anos para a Copa do Mundo Feminina no Brasil, autoridades governamentais e do futebol iniciam encontros no Rio de Janeiro para planejar os próximos passos do evento, com reuniões até quinta-feira (16). Em maio, a Fifa anunciou as oito cidades-sedes e os estádios onde acontecerá o maior torneio da modalidade.

Entre os participantes está Jill Ellis, diretora de futebol da Fifa e ex-técnica bicampeã mundial com a seleção feminina dos Estados Unidos (2015 e 2019). Segundo ela, a visita ao Brasil é uma chance de rever as cidades-sedes e garantir que estejam em sintonia com os padrões da Fifa.

"É bom estarmos familiarizados porque temos que nos sentir um time. Não é a Fifa vindo aqui e sim a Fifa vindo trabalhar junto com os anfitriões brasileiros, construindo essa relação e indo nos detalhes, expectativas, padrões. Entender o que eles precisam, padrões de centros de treinamentos, todos os detalhes que tem que estar prontos para a Copa do Mundo", declarou Ellis, em sua terceira visita ao país representando a entidade.

Jill Ellis participa desse encontro específico com gestores das cidades-sedes, governos estaduais, federal e da CBF. Após sua partida, uma comitiva da Fifa continuará no Brasil para avaliações técnicas e estruturais dos estádios.

Em entrevista à TV Brasil, Jill Ellis afirmou acreditar que o Mundial de 2027 será o melhor de todos.

"Eu sempre penso que a próxima Copa do Mundo vai ser a melhor, mas essa vai ser a primeira Copa do Mundo feminina na América do Sul. É um continente que dorme, respira, se alimenta de futebol. É como se o futebol voltasse para casa pela paixão que existe aqui. O que nós vamos ver? Eu vou começar pelas atletas: o alto nível das jogadoras, o nível de competitividade, grandes estrelas virão jogar aqui. O futebol vai ser incrível. Eu assisti jogos aqui no Brasil e ouvi os torcedores, eles são incríveis, eles cantam, eles interagem, eu sempre digo: os fãs da América do Sul não tem igual no mundo. Então eu estou muito empolgada, eu acho que vai ser incrível".

Antes de liderar os Estados Unidos a dois títulos mundiais, Jill foi premiada duas vezes com a Bola de Ouro como melhor técnica. Ela também elogiou a seleção feminina do Brasil e o trabalho de Arthur Elias.

"Ele está fazendo um trabalho fantástico e ele já se provou dirigindo um clube, conquistou muitos títulos. Na seleção, conseguiu a medalha de prata nos Jogos Olímpicos, eu acho até que isso nem era o esperado por várias razões. Eu vi como ele montou elenco, como ele utilizou as jogadoras, ele foi muito bem em trazer novos talentos, manter as jogadoras experientes e encontrar esse equilíbrio entre elas, porque quando você vai para uma Copa do Mundo são sete jogos e você não vai ganhar tendo somente jovens jogadoras e nem só com as jogadoras experientes. Mas, mais importante é a confiança de acreditar que você pode vencer. Quando você atinge o pódio você quer mais, você fica faminto pelo sucesso, então eu acho que o Brasil experimentou isso e acho que vai estar com essa fome de conquistar o título na sua casa.”

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