O Cruzeiro oficializou a saída do técnico português Leonardo Jardim na manhã desta segunda-feira, 15 de dezembro de 2025, menos de um dia após a eliminação nas semifinais da Copa do Brasil. A decisão ocorre depois que a Raposa foi derrotada pelo Corinthians por 5 a 4 nas penalidades máximas, após um placar agregado de 2 a 2, na noite de domingo, 14 de dezembro.
Jardim, de 51 anos, assumiu o comando da equipe celeste em fevereiro do mesmo ano. Além da campanha na Copa do Brasil, o treinador foi responsável por conduzir o time à terceira colocação no Campeonato Brasileiro, garantindo uma vaga direta na prestigiada Copa Libertadores da América.
O clube mineiro emitiu um comunicado detalhando a mudança na comissão técnica, informando que, além de Leonardo Jardim, os auxiliares José Barros, Antonio Vieira e Diogo Dias também não permanecerão na equipe para a temporada de 2026. A nota oficial ressaltou o agradecimento pela dedicação e profissionalismo de toda a equipe durante o período.
O Cruzeiro informa que o treinador Leonardo Jardim não seguirá no comando técnico da equipe na temporada 2026. Junto com Jardim, deixam o clube os auxiliares José Barros, Antonio Vieira e Diogo Dias.
O treinador português está programado para conceder uma entrevista coletiva no Centro de Treinamento (CT) Toca da Raposa II, a partir das 13h (horário de Brasília) desta segunda-feira, onde deverá se pronunciar sobre sua saída e os desafios enfrentados durante sua gestão.
Apesar dos bons resultados em outras competições, como a classificação para a Libertadores, a relação de Jardim com o ambiente brasileiro já demonstrava sinais de desgaste. Em outubro, o técnico expressou publicamente seu desconforto após um empate em 0 a 0 com o Palmeiras, em São Paulo, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Naquela ocasião, a partida foi marcada por duas decisões polêmicas da arbitragem contra o Cruzeiro, incluindo um cartão amarelo para o zagueiro Gustavo Gómez no primeiro tempo e um cartão vermelho para Fabrício Bruno na etapa final. As situações geraram insatisfação por parte da comissão técnica e da torcida.
O peso da insatisfação estava quase igualando o da satisfação, questionando se valia a pena continuar quando a equipe não tinha controle total sobre os jogos devido a fatores externos.
A frustração expressa por Jardim em outubro, ressaltando o sentimento de impotência diante de decisões controversas, pode ter sido um dos fatores que culminaram na decisão de sua saída após a recente eliminação na Copa do Brasil, apesar dos bons resultados obtidos no Campeonato Brasileiro.