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Maria Clara Pacheco quebra jejum de 20 anos no taekwondo

A atleta conquista o campeonato mundial, revivendo a vitória do Brasil após duas décadas

24/10/2025 às 17:42
Por: Redação

Futebol

Após 20 anos de espera, Maria Clara Pacheco trouxe novamente o campeonato mundial de taekwondo para o Brasil, ao vencer a categoria de 57kg. Na sexta-feira (24), ela derrotou a sul-coreana Yu-Jin Kim, campeã olímpica de Paris 2024, em uma emocionante final realizada em Wuxi, na China. O Brasil havia conquistado seu primeiro título mundial na modalidade com Natália Falavigna, em 2005. A competição continuará até a próxima quinta-feira (30), também em Wuxi.

“É uma emoção que eu não consigo explicar, é a primeira vez que eu ganho um título tão importante e era realmente o objetivo do ano. Estou muito feliz, agradeço a todos que estavam na torcida! E mando um abraço especial para a minha mãe, para o meu pai, dedicar essa vitória para o meu treinador que está aqui e tornou tudo possível e agradecer grandemente à CBTKD e ao Time Brasil por todo o suporte que eles me deram durante esse ano e nos últimos anos para que esse ciclo seja o melhor possível”, declarou Maria Clara, de 22 anos. Esta foi a segunda vitória do ano sobre a campeã, com a primeira acontecendo na casa da adversária, durante o Grand Prix de Muju.

O ano de 2025 tem sido marcante para Maria Clara, que lidera o ranking dos 57kg. Além do título mundial, ela venceu dois Grand Prix – um em Charlotte, nos Estados Unidos, e outro em Muju, na Coreia do Sul. Também levou o inédito ouro no taekwondo para o Brasil nos Jogos Mundiais Universitários em Essen, Alemanha.

“A Maria é uma atleta que, há algum tempo, já nos desperta essa atenção. A gente vem trabalhando junto com a Confederação, investindo na Maria nos últimos anos. E, principalmente nesse ano, ela deu um salto de performance incrível. Foi um ano muito bom, em que ela ganhou tudo o que disputou. Pude estar aqui e acompanhá-la. Estou acompanhando a equipe brasileira, pelo COB. E vê-la entregar um nível de performance que ela colocou hoje, muito acima das demais, é muito gratificante”, celebrou Natália Falavigna, ex-atleta e atual gestora esportiva do Comitê Olímpico do Brasil.

Maria Clara, sendo a principal cabeça de chave na disputa dos 57 kg, iniciou sua jornada no campeonato mundial na segunda rodada. Ela venceu a portuguesa Leonor Correia por 2 a 0 em dois rounds, ambos 13 a 0. Nas oitavas, enfrentou a espanhola Laura Rodriguez Maquina, campeã europeia júnior em 2024. Depois de perder o primeiro round por 6 a 5, Maria Clara deu a volta por cima e venceu por 2 a 1, com parciais de 10 a 5 e 5 a 2. Nas quartas de final, derrotou a norte-americana Faith Dilon, campeã pan-americana, por 2 a 0 (8x6 e 8x4). Na semifinal, reencontrou a chinesa Luo Zongshi, que a havia eliminado nas quartas de final dos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Maria Clara não deu chances, vencendo por 2 a 0 (4x1 e 10x2), se classificando para a final contra Kim Yu-jin.

Com a conquista de Maria Clara, o Brasil soma agora 24 medalhas em campeonatos mundiais, sendo dois ouros, oito pratas e 14 bronzes.

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