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Ações integradas ampliam combate à chikungunya em aldeias indígenas de MS

Força-tarefa vistoria 2.355 imóveis, identifica 589 focos e reforça integração entre órgãos para controlar o Aedes aegypti em Dourados e Itaporã.

16/03/2026 às 10:00
Por: Redação

Em resposta ao aumento expressivo de casos de chikungunya em regiões indígenas de Dourados e Itaporã, o Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), intensificou as operações de enfrentamento às arboviroses. Uma reunião recente, que contou com o Ministério da Saúde, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), o Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU/UFGD), secretarias municipais de Dourados e Itaporã, além de lideranças indígenas, alinhou estratégias para o controle do Aedes aegypti nas áreas afetadas.

 

O cenário epidemiológico atual, indicado pelos sistemas de notificação de agravos, mostra que o número de casos de chikungunya registrados em 2026 já supera o mesmo período do ano anterior, 2025. Em Dourados, foi confirmada a transmissão ativa do vírus dentro das comunidades indígenas, elevando a pressão sobre os serviços locais de saúde. Atualmente, 21.355 indígenas dependem do atendimento de quatro unidades básicas de saúde e seis equipes de assistência, cuja capacidade está sendo desafiada pela demanda crescente.

 

Nos últimos dias, 150 diagnósticos positivos foram confirmados nas reservas, enquanto outros casos seguem em análise. Até o momento, já foram registrados três óbitos decorrentes da doença, evidenciando a urgência de ações coordenadas para conter a situação.

 

Mutirão concentra esforços no controle do vetor

Entre os dias 9 e 11 de março, uma força-tarefa composta por cerca de 100 profissionais realizou uma ação intensiva nas aldeias Jaguapiru e Bororó. As atividades incluíram inspeções em 2.355 imóveis, com identificação de 589 focos do mosquito Aedes aegypti – sendo que 90% estavam localizados em pneus, caixas d’água e resíduos sólidos. No total, 1.156 imóveis receberam tratamento para eliminação de criadouros, enquanto outros 43 foram submetidos à aplicação de inseticida com máquina costal motorizada. Durante a operação, dois equipamentos Leco foram utilizados para dispersão de inseticida.

 

Participaram diretamente dessas ações 77 agentes de endemias e 20 agentes de saúde indígena, que atuaram de maneira integrada para inspecionar residências, aplicar larvicidas, inseticidas e instalar ovitrampas destinadas ao monitoramento da população do mosquito transmissor. A Secretaria de Obras apoiou a logística, garantindo transporte dos profissionais e equipamentos necessários para a realização das tarefas.

 

Integração de órgãos públicos busca resposta rápida

Durante o encontro virtual com o Ministério da Saúde, a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, enfatizou a importância da articulação entre diferentes esferas do poder público diante do cenário emergencial:

 

“Ao mesmo tempo em que temos que assegurar a linha assistencial na linha de cuidado, é preciso com urgência fazermos o controle vetorial em toda a região”.

 

Ela destacou ainda que a superação desse desafio epidemiológico demanda colaboração entre Estado, municípios e a esfera federal. Segundo Crhistinne Maymone, o governo estadual mantém total disponibilidade para atuar em conjunto e apoiar de maneira coordenada todas as ações de resposta.

 

Na mesma reunião, ficou reforçado o compromisso do Governo de Mato Grosso do Sul em priorizar ações conjuntas, sem atribuição de responsabilidades isoladas, e sim orientado para encontrar soluções práticas e imediatas que visem a proteção dos povos indígenas.

 

Próximas etapas no combate às arboviroses

O acompanhamento do cenário epidemiológico regional segue sendo realizado pelo Governo do Estado e pela SES, em parceria com os municípios. Entre as prioridades estão a manutenção dos serviços de atendimento à população e o combate direto aos criadouros do mosquito Aedes aegypti, com vigilância voltada especialmente para caixas d’água, pneus e acúmulo de lixo em áreas residenciais.

 

Novas iniciativas estão programadas para as próximas semanas, sempre envolvendo o Ministério da Saúde, Sesai, DSEI, lideranças indígenas, as secretarias municipais de saúde de Dourados e Itaporã e o HU/UFGD. O objetivo é garantir que as estratégias de enfrentamento às arboviroses sejam contínuas, eficazes e abrangentes nos territórios indígenas do estado.

 

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