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Aquecimento global pode aumentar casos de Chikungunya na Europa

Estudo prevê expansão do vírus transmitido por mosquitos devido às altas temperaturas.

18/02/2026 às 16:04
Por: Redação

Um estudo científico alerta que o aumento global das temperaturas deve provocar, nos próximos anos, mais infecções pelo vírus Chikungunya. Este é transmitido por mosquitos e provoca dores nas articulações.

 

Comum em regiões tropicais, a infecção pode se espalhar para mais 29 países, incluindo grande parte da Europa. Segundo a pesquisa, publicada no Journal of Royal Society Interface e divulgada pelo jornal Guardian em 18 de fevereiro de 2026, a região sul da Europa é a mais alarmante.

 

Pontos de maior risco

Albânia, Grécia, Itália, Malta, Espanha e Portugal são os países citados como sob maior risco de epidemias do Chikungunya. O vírus é transmitido por mosquitos Aedes, principalmente Aedes aegypti e Aedes albopictus, que se reproduzem em ambientes quentes.

 

“É apenas uma questão de tempo até que a doença se expanda para outras regiões”, afirmou Sandeep Tegar, autor principal do estudo.


Com base na análise do impacto da temperatura no tempo de incubação do vírus em Aedes albopictus, a pesquisa revela que a temperatura mínima para infecção é de 2,5°C, menor que o previamente estimado.

 

Este novo patamar difere dos estudos anteriores que apontavam temperaturas mínimas entre 16°C e 18°C. A pesquisa sugere que o Chikungunya pode se expandir a mais regiões por períodos mais longos do que anteriormente previsto.

 

Consequências graves

A infecção pelo vírus Chikungunya causa dores intensas e debilitantes nas articulações, potencialmente fatais para crianças e idosos. Não é transmitido diretamente de pessoa para pessoa, mas pode ocorrer de mãe para filho durante a gravidez e por transfusões sanguíneas contaminadas.

 

“O limite inferior de temperatura para a propagação do vírus é muito importante”, destacou Tegar, do Centro Britânico de Ecologia e Hidrologia.


De acordo com a Dra. Diana Rojas Alvarez, da OMS, até 40% das pessoas afetadas podem sofrer de artrite ou dores agudas mesmo após cinco anos da infecção. Ela ressalta a importância do controle dos mosquitos para impedir a propagação da doença.

 

Além disso, a Dra. Alvarez solicita que as autoridades de saúde criem sistemas de vigilância para a doença e eduquem a população sobre prevenção, como eliminar água parada e usar roupas adequadas e repelente.

 

Sandeep Tegar afirma que a pesquisa da sua equipe oferece ferramentas necessárias para que autoridades locais saibam quando e onde agir.

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