O Banco Central decretou, nesta quarta-feira (18), a liquidação extrajudicial do Banco Pleno em Brasília. O procedimento abrange também a Pleno Distribuidora Títulos e Valores Mobiliários, parte do conglomerado prudencial Pleno.
O conglomerado, liderado pelo Banco Pleno, é de porte pequeno, classificado no segmento S4 da regulação prudencial. De acordo com o BC, ele possui 0,04% do ativo total e 0,05% das captações do Sistema Financeiro Nacional.
Anteriormente conhecido como Banco Voiter, o Banco Pleno fez parte do conglomerado financeiro do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, alvo da Operação Compliance Zero. A investigação aborda concessões de créditos falsos, incluindo uma proposta de compra pelo Banco de Brasília (BRB).
As fraudes investigadas podem alcançar 17 bilhões de reais. O Banco Pleno, agora comandado por Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e ex-sócio do Banco Master, enfrenta severas medidas.
“A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento econômico-financeiro e a inobservância das normas do BC”, declarou a instituição.
A autoridade monetária pode adotar medidas adicionais para responsabilizar administradores e controladores, prevendo-se a indisponibilidade de bens desses grupos.
Com cerca de 160 mil credores estimados, a base elegível ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) soma 4,9 bilhões de reais. Os pagamentos seguirão as regras do FGC.
Os credores podem acessar o Aplicativo FGC, disponível na Apple Store e Google Play, para agilizar o processo de pagamento das garantias.
A medida de indisponibilidade atinge a NK 031 Empreendimentos, DV Holding Financeira, Master Holding e 133 Investimentos. Entre as pessoas físicas, Armando Miguel Gallo Neto, Augusto Ferreira Lima, Daniel Bueno Vorcaro e Felipe Wallace Simonsen enfrentam restrições.
Os ex-administradores Angelo Antonio Ribeiro da Silva, Luiz Antonio Bull, Mauricio Antonio Quadrado, Renata Leme Borges, Ronaldo Vieira Bento e Viviane Aparecida também são afetados.
*Matéria alterada às 10h57 e às 11h14 para acréscimo de informações.