O Brasil está em busca de parcerias com países europeus para a exploração de minerais críticos e terras raras. Esses elementos são fundamentais para a transição energética, destacou o embaixador brasileiro na Alemanha, Rodrigo Baena Soares.
Durante entrevista coletiva em Hannover, na Alemanha, Baena Soares participou de um evento referente à Hannover Messe, a maior feira de tecnologia industrial do mundo, que ocorrerá no final de abril.
Com o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia se concretizando, os europeus são vistos como importantes parceiros. A expectativa é que a aliança inclua transferência de tecnologia, permitindo ao Brasil um papel destacado na cadeia produtiva.
"É muito importante que não tenhamos um esquema tradicional de apenas exportar minerais brutos", destacou o embaixador no final de fevereiro.
Baena Soares enfatizou a necessidade de agregar valor no Brasil, participando da cadeia de suprimentos e assegurando transferência de tecnologia. "Produção no Brasil, mas com a participação das nossas empresas", defendeu.
Os minerais críticos são essenciais para setores como transição energética, tecnologia e defesa. No Brasil, destaca-se o potencial em minerais como lítio, cobalto, níquel, grafita, entre outros.
Segundo o Serviço Geológico do Brasil, o país desponta como o maior detentor global de reservas de nióbio, o segundo maior de grafita e o terceiro maior de níquel. Em terras raras, concentra 23% das reservas mundiais.
Na Hannover Messe, a ser realizada de 20 a 24 de abril, o Brasil será o país parceiro, apresentando cerca de 140 expositores. O evento proporcionará a oportunidade de promover as potencialidades do Brasil em minerais críticos.
A realização da feira coincide com o avanço do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. Para o embaixador, essa é uma mensagem importante para o mundo em termos de multilateralismo.
"É um momento fantástico", comentou o CEO da Deutsche Messe AG, Jochen Köckler, sobre o potencial da criação de uma área de livre comércio.
No entanto, ainda existem resistências em alguns países europeus, como a França, apesar do apoio revelado pela Alemanha ao acordo.