Após 13 anos, Brasília volta a sediar a Conferência Nacional das Cidades. O evento ocorre entre os dias 24 e 27 de fevereiro de 2026, reunindo mais de 1,6 mil representantes de todo o país para debater o futuro do desenvolvimento urbano nacional.
Organizado pelo Conselho das Cidades, ligado ao Ministério das Cidades, o encontro é o ápice de debates iniciados em mais de 1,8 mil municípios brasileiros, distribuídos nos 26 estados e no Distrito Federal. Esses debates visam consolidar as diretrizes para a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU).
Além de autoridades públicas, a conferência contará com acadêmicos, representantes de movimentos sociais e do setor empresarial. Juntos, eles colaborarão para a formatação de estratégias para promover o desenvolvimento urbano sustentável no Brasil, uma discussão que vem desde 2019.
Os 1,6 mil delegados presentes, eleitos previamente em encontros estaduais, trarão suas reivindicações locais para serem debatidas em salas temáticas. As discussões incluem temas como habitação, saneamento, mobilidade urbana e tecnologia.
No programa Bom Dia, Ministro, o ministro das Cidades, Jader Filho, destacou a relevância do evento. Ele classificou a 6ª Conferência como fundamental, devido ao seu caráter participativo, essencial para encontrar soluções adequadas para um país de dimensões continentais.
“Vivemos em um país continental. E você imaginar que, de Brasília, você vai conseguir encontrar soluções para um país do tamanho do nosso, seria muita pretensão”, afirmou Filho.
O ministro lamentou a ausência da conferência desde 2013, salientando que essa falha reduziu a oportunidade de ampliação do debate sobre o futuro das cidades brasileiras.
Jader Filho também relacionou o evento à reativação do Conselho das Cidades (Concidades), extinto em 2019. Ele destacou a importância de retomar as reuniões trimestrais, que abordam as soluções para os desafios urbanos.
“Retomamos o Concidades e temos feito reuniões trimestrais com esses conselheiros, debatendo, discutindo soluções para as cidades brasileiras.”