O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou em São Paulo, no evento CEO Conference Brasil 2026 promovido pelo BTG Pactual, que a política monetária está passando por uma fase de calibragem. Ele ressaltou que o cenário atual exige cautela.
Em sua fala, Galípolo enfatizou a importância da calibragem para ganhar confiança na política monetária. "A palavra-chave é essa: calibragem, ajustando a política monetária a partir de março", afirmou.
"Neste ambiente de menos confiança e incerteza nas projeções, o Copom decidiu ser conservador ao aguardar 45 dias antes de iniciar o ciclo com maior certeza", acrescentou Galípolo.
Em janeiro, o Banco Central manteve a taxa Selic em 15% ao ano, mas sinalizou a intenção de iniciar cortes a partir de março, caso a inflação continue controlada e o cenário econômico não apresente surpresas.
Durante o evento, Galípolo evitou falar sobre expectativas e destacou a necessidade de o Banco Central agir com serenidade. Ele comparou o Banco Central a um transatlântico, que se move de forma comedida e segura.
"A palavra-chave dos próximos anos será estabilidade, que guiará nosso mandato de estabilidade monetária e financeira", explicou Galípolo.
Para os próximos anos, Galípolo destacou que a missão do Banco Central será alcançar estabilidade, ressaltando a importância de dar ênfase à nova agenda.
O presidente fez elogios à Polícia Federal na investigação sobre o Banco Master. Ele também elogiou o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e outras entidades envolvidas no caso.
"Desde o início, percebemos que era necessário comunicar e envolver a Polícia Federal e o Ministério Público devido à natureza do tema", afirmou Galípolo.
No meio do ano, o Banco Central enfrentou ataques cibernéticos. Galípolo sublinhou a necessidade de resposta rápida e a importância de contar com a cooperação de instituições e do mercado.
Galípolo finalizou defendendo o aprimoramento dos instrumentos de fiscalização do Banco Central para evitar fraudes no sistema financeiro.