A capital paulista registrou, em 2025, 1.034 mortes no trânsito, o maior número desde 2015. Apenas nos anos de 2024 e 2015 se verificaram índices superiores a mil mortes: 1.029 e 1.101, respectivamente. Os dados foram divulgados pelo Sistema de Informações Gerenciais de Sinistros de Trânsito de São Paulo (Infosiga SP).
Motociclistas foram as principais vítimas, somando 475 mortes, seguidos por pedestres com 410, motoristas e passageiros de automóveis com 85, ciclistas com 35, e ocupantes de caminhões e ônibus com seis mortes cada. Dados apontam que 82% das vítimas eram homens.
Em 2025, a faixa etária mais afetada foi de 25 a 29 anos, seguida pela de 20 a 24 anos. Os dias mais letais foram domingos, com 180 mortes, e sextas-feiras, com 154.
O urbanista Flaminio Fichmann destaca que o aumento das mortes relaciona-se ao crescimento do uso de motocicletas desde a pandemia de Covid-19 e à migração dos usuários do transporte coletivo para o individual.
Fichmann sugere que incentivar o transporte coletivo pode reduzir mortes e beneficiar o sistema de saúde. Segundo ele, a segurança dos transportes públicos contrasta com a periculosidade de motocicletas e automóveis.
A Prefeitura de São Paulo argumenta que tem adotado diversas medidas para aumentar a segurança no trânsito, como a criação de Áreas Calmas, Rotas Escolares Seguras e a redução de velocidade em vias movimentadas.
O Plano de Metas Municipal inclui instalação de tempo integral nas passagens de pedestres e introdução de "Frentes Seguras" para melhorar a visibilidade e segurança entre pedestres e veículos.