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Casa do Artesão registra alta nas vendas durante COP15 em Campo Grande

Evento internacional impulsiona exposição e vendas do artesanato sul-mato-grossense na capital.

25/03/2026 às 12:01
Por: Redação

 

Durante a realização da COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS), que acontece nesta semana em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, o Shopping Bosque dos Ipês passou a abrigar um estande exclusivo para a exposição e comercialização do artesanato produzido no estado. A estrutura, organizada pela Casa do Artesão, oferece aos participantes da conferência a possibilidade de adquirir objetos que refletem a cultura sul-mato-grossense e levam para casa uma recordação de Mato Grosso do Sul.

 

No local, Ronaldo Chagas Correa, funcionário da Fundação de Cultura há 33 anos e integrante da Casa do Artesão há oito anos, é o responsável por receber o público e realizar as vendas. Ele avaliou positivamente o desempenho do estande na COP15, destacando principalmente a presença de um público diversificado, com representantes de outros países e não apenas do Brasil. Ronaldo reforçou que o evento é dinâmico e que o artesanato tem chamado a atenção dos visitantes.

 

O fluxo de pessoas, muita gente de outros países, não só do Brasil, mas também do exterior, admirando nosso artesanato, comprando, então eu acredito que está sendo bem proveitoso, bem dinâmico, as pessoas estão gostando bastante, o atendimento está sendo muito gratificante e acredito que até o final da COP15 nós vamos ter vendas muito boas, como já aconteceu no primeiro dia da abertura da COP15.

 

De acordo com Ronaldo, apenas no primeiro dia da COP15 foram comercializados dez mil reais em peças artesanais. Entre os artigos oferecidos, ele menciona a variedade de produtos à disposição dos visitantes, como ímãs de geladeira, itens indígenas, cerâmicas de comunidades originárias, peças feitas em biscuí, amigurumis, camisetas e aves esculpidas em cerâmica e biscuí. Para Ronaldo, essa participação em um evento internacional representa uma oportunidade significativa para divulgar e valorizar o artesanato do Mato Grosso do Sul, contribuindo para uma repercussão positiva da produção local.

 

Aqui as pessoas podem encontrar desde ímã de geladeira, a materiais indígenas, cerâmicas indígenas, peças indígenas e biscuí, amigurumis, camiseta, aves de biscuí, de cerâmica. Por ser um evento internacional, a arte sul-mato-grossense está tendo uma representatividade muito boa. Nós estamos sendo bem avaliados pelas pessoas, pelo público que está vindo aqui comprar. Acredito que ela vai ter uma repercussão muito grande para o nosso artesanato sul-mato-grossense.

 

O estande atraiu a atenção de participantes do evento. Cláudia Czarneski, funcionária do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, adquiriu diversos itens, como um passarinho feito à mão, marcadores de livro no formato de capivara, dois peixes de madeira para servir patê, uma figura de índia em cerâmica e um jacaré de pano para presentear seu afilhado. Cláudia elogiou a variedade e a qualidade das peças artesanais, destacando que muitas são pintadas à mão e confeccionadas em diferentes materiais, como madeira, cerâmica e crochê, além de ressaltar os preços acessíveis praticados no estande.

 

Vai ter uma ótima recordação. Eu achei incrível porque são peças artesanais, tem peças pintadas a mão, são todas, a maioria é feita a mão. Tem tanto artesanato de madeira quanto de cerâmica, amigurumi. Então eu acho que está bem variado, tem muita coisa, tem coisa para casa. Preço super bom. E tem isso também, o preço está muito bom. Geralmente na COP a gente sempre paga muito caro pelas peças e aqui o preço está bem legal. Então eu acho que vale a pena comprar.

 

Claudia Pinho, diretora do Departamento de Povos e Comunidades Tradicionais do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, também visitou o estande e considerou o artesanato sul-mato-grossense bastante diversificado, com forte representação da cultura pantaneira e dos povos indígenas. Ela ressaltou a diferença que a presença desse espaço faz durante a COP15, já que outros eventos do mesmo porte também costumam ter alta demanda por artesanato local. Para a diretora, a iniciativa permite que visitantes levem para casa lembranças que expressam a alma pantaneira das comunidades tradicionais e dos povos originários do estado.

 

E representa muito a cultura, principalmente, pantaneira. Das coisas que eu vi e das coisas que eu achei muito lindas, tem muita representação dos originários, dos povos indígenas. E isso faz toda uma diferença. Eu estou achando tudo muito lindo. É um grande diferencial das COPs, porque eu já participo de outras COPs. E sempre tem uma demanda de compra de artesanato local. E eu acho que essa estante aqui trouxe muito isso, a alma pantaneira dos povos originários, das comunidades tradicionais e faz uma diferença para quem vem de fora levar uma lembrança da COP e do Pantanal e do estado de Mato Grosso do Sul.

 

Andressa Lima, voluntária vinda de Rio Verde para atuar na COP15, comentou que ainda não fez compras, mas ficou impressionada com a beleza dos trabalhos. Ela destacou especialmente os ímãs de geladeira representando diferentes espécies, alguns confeccionados com sementes ou no formato de sementes, com destaque para os ímãs de arara e peças pintadas à mão.

 

Ainda não consegui comprar nada, mas está muito lindo o trabalho do pessoal. Eu gostei muito dos imazinhos de geladeira que fizeram, muito bonitinho, todas as espécies representadas, bem legal. Tem uns imazinhos que foram feitos, não sei se é realmente a semente ou se é o formato da semente, tem alguns de arara que eu achei bem bonito, eu acho que vou levar um para casa, tem umas coisas pintadas a mão também, bem bonitas, muito legal o trabalho.

 

Evento internacional foca em biodiversidade e cooperação

 

A COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias consiste em uma conferência global promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), que reúne governos e especialistas para debater e definir estratégias de conservação para espécies que percorrem diferentes territórios ao redor do planeta. Em 2026, o evento ocorre no Brasil, mais precisamente em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e tem como prioridade a proteção de espécies migratórias, com ênfase na biodiversidade característica do Pantanal e das áreas úmidas da região.

 

Este encontro internacional adota o lema “Conexão Sem Fronteiras”, ressaltando a necessidade de cooperação global para garantir a preservação das espécies migratórias, que dependem da proteção dos habitats de reprodução e alimentação distribuídos em vários países.

 

Todas as imagens relacionadas à cobertura da participação da Casa do Artesão na COP15 foram realizadas por Daniel Reino.

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