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Curso inédito capacita agentes sobre justiça e policiamento restaurativo em MS

Iniciativa promovida pela Sejusp em Campo Grande foca no diálogo e respeito aos povos originários para aprimorar a segurança pública.

25/02/2026 às 20:26
Por: Redação

O Delegado-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Lupérsio Degerone Lucio, marcou presença na manhã da última quarta-feira, dia 25 de fevereiro de 2026, na abertura do 1º Curso de Formação em Justiça e Policiamento Restaurativo, um evento pioneiro que estabelece um diálogo fundamental entre segurança pública e povos originários em Campo Grande. O principal objetivo da formação é capacitar profissionais para uma atuação mais qualificada e sensível em comunidades indígenas.

 

A iniciativa é uma colaboração estratégica entre a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), diversas instituições do sistema de justiça e a Faculdade Insted. O curso visa reunir membros da segurança pública e do Judiciário para aprofundar debates e preparar agentes que operam diretamente nas aldeias, incorporando novas metodologias de atuação em contextos culturalmente complexos.

 

Fortalecimento de políticas públicas e prevenção de conflitos

Lupérsio Degerone Lucio enfatizou a relevância deste programa para o fortalecimento de políticas públicas destinadas a qualificar a ação das forças de segurança. Ele destacou que a formação prioriza o diálogo, a prevenção de conflitos e o respeito às especificidades dos povos originários, sendo um passo importante para uma abordagem mais humanizada e eficaz.


A iniciativa é fundamental para fortalecer a atuação das forças de segurança em contextos culturalmente sensíveis, promovendo o diálogo e o respeito aos povos originários.


A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul está ativamente representada no curso por diversos delegados e outras categorias policiais, o que demonstra o compromisso institucional com a capacitação contínua e a implementação de práticas inovadoras. Esta participação reforça a seriedade com que a instituição encara a integração e o aprimoramento das relações com as comunidades indígenas do estado.

 

Modelo internacional e projeto piloto

Considerado inédito no país, o curso propõe uma integração mais profunda entre segurança pública e comunidades indígenas, utilizando como referência práticas de policiamento restaurativo já estabelecidas em nações como Estados Unidos e Canadá. A capacitação foi cuidadosamente elaborada para dotar os participantes de ferramentas essenciais para a mediação de conflitos, aprimoramento da escuta qualificada e a construção colaborativa de soluções.


A formação prepara os participantes para atuar em aldeias, com foco na mediação de conflitos, escuta qualificada e construção de soluções conjuntas, inspirada em modelos internacionais.


Com uma carga horária total de 30 horas, o curso se estende até o dia 4 de março de 2026, sendo ministrado no auditório da Faculdade Insted. Ao final, a expectativa é que o programa culmine na implementação de um projeto piloto de policiamento restaurativo em aldeias localizadas nos municípios de Campo Grande, Dourados e Aquidauana.

 

A proposta global do curso insere-se em uma política pública abrangente, que busca ativamente a prevenção de conflitos e o fortalecimento das relações entre as forças de segurança e as comunidades indígenas. O foco principal reside em princípios como a responsabilização mútua, a reconstrução de vínculos sociais e, primordialmente, a valorização e o respeito à rica diversidade cultural dos povos originários.

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