Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, faleceu nesta sexta-feira, 6 de março de 2026, em Belo Horizonte. Ele havia sido preso durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF). Sua morte foi confirmada pela defesa.
Mourão estava internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital João 23 desde quarta-feira, dia 4, após uma tentativa de suicídio enquanto estava sob custódia. A Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais havia informado a suspeita de morte cerebral.
Em nota, o advogado de Mourão, Robson Lucas, declarou que o estado de saúde de seu cliente piorou, resultando no óbito às 18h55, após a conclusão do protocolo de morte encefálica iniciada às 10h do mesmo dia.
Na manhã de quarta-feira, Mourão foi transferido para a carceragem da PF em Belo Horizonte, após o cumprimento de um mandado de prisão executado por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com a polícia, Sicário tentou tirar sua própria vida e foi socorrido pelos policiais antes de ser encaminhado ao hospital pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Segundo as investigações, Mourão trabalhava como auxiliar do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Vorcaro também foi preso na mesma operação realizada pela PF.
Sicário era responsável por monitorar e obter informações confidenciais sobre indivíduos considerados opositores aos interesses do banqueiro, segundo relatos.
É essencial que qualquer pessoa com pensamentos suicidas busque apoio com amigos, familiares ou serviços de saúde. O Ministério da Saúde recomenda conversar com alguém de confiança e não hesitar em procurar ajuda especializada.
O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional e trabalha na prevenção do suicídio de forma gratuita e sigilosa, disponível por telefone (188), e-mail, chat ou VoIP, 24 horas por dia.
*Colaborou André Richter