A delegada Layla Lima Ayub foi presa na manhã desta sexta-feira (16), em São Paulo, como parte da Operação Serpens, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). Ela é suspeita de manter relações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores facções criminosas do Brasil. Recém-empossada em dezembro, Ayub enfrentou uma prisão que levantou grande repercussão.
Além de sua prisão, foram executados sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Marabá. Dois mandados de prisão temporária também foram cumpridos. A operação indica uma busca ativa por provas de ligações ilegais entre a delegada e membros da facção.
De acordo com o MPSP, a delegada mantinha vínculos pessoais e profissionais com o PCC, valendo-se de seu cargo para influenciar resultados em audiências de custódia de membros da facção. Esta suspeita fundamentou a operação policial de hoje.
A delegada é acusada de utilizar de maneira inadequada sua posição para favorecer detentos envolvidos com a facção, conforme informações do Ministério Público.
A operação contou também com a participação de outras forças, como o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e a Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Estado de São Paulo, além de uma colaboração com o Gaeco do Pará.
O caso lança luz sobre a necessidade de um mecanismo de vigilância mais rigoroso dentro das instituições policiais para coibir possíveis desvios de conduta. Esta presença ostensiva de facções criminosas dentro de órgãos oficiais levanta questões sobre segurança pública e integridade institucional.
Especialistas têm destacado a importância de integrar esforços das polícias em nível nacional para efetivamente combater organizações criminosas.
O MPSP continua investigando o caso e novas etapas da operação podem surgir com base nas evidências coletadas. O impacto da prisão da delegada Layla Lima Ayub ainda será medido nas relações entre forças policiais e no combate ao crime organizado.