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Dois homens são presos em flagrante por fraude na venda de veículo em Cuiabá

Prisões aconteceram após casal ser lesado em negociação de carro por rede social em Cuiabá

26/03/2026 às 17:07
Por: Redação

Dois indivíduos foram detidos em situação de flagrante pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, na terça-feira, 24 de março, por envolvimento em um esquema de fraude conhecido como golpe do falso intermediário, ocorrido durante a negociação de um automóvel anunciada em rede social.

 

O episódio teve início quando uma família localizou, no dia 23 de março, uma publicação na internet ofertando um veículo VW/Parati, de cor preta, pelo valor de seis mil e quinhentos reais. Após demonstrarem interesse na aquisição, os familiares passaram a se comunicar com a suposta anunciante, chamada "Ana". Durante a conversa, a mulher afirmou que o automóvel pertencia a seu pai, e que ele os procuraria para dar continuidade às tratativas.

 

Logo depois, um homem que se apresentou como "sargento Souza" entrou em contato e assumiu as negociações, confirmando o preço estipulado na publicação. Na manhã do dia seguinte, 24 de março, o casal interessado encontrou-se, no bairro Pedra 90, com outro indivíduo que exibiu o automóvel, alegando ser sobrinho do vendedor e responsável apenas pela mostra do veículo.

 

A transação seguiu com o veículo sendo levado a uma oficina para avaliação, onde foi constatado que o carro estava em bom estado. Após esse procedimento, o casal decidiu efetivar a compra. O suposto "sargento Souza" orientou as vítimas a não realizarem pagamento em espécie, sugerindo a quitação por meio de boletos bancários, sob a justificativa de que não se encontrava na cidade.

 

Foi informado aos compradores que os boletos estariam em nome do filho do suposto vendedor, uma vez que essa conta estaria sendo utilizada para administrar o fluxo financeiro. Conforme instruído, as vítimas dirigiram-se a uma casa lotérica e efetuaram o pagamento de três boletos, totalizando cinco mil reais, em benefício da empresa MercadoPago.com Representações Ltda.

 

De acordo com o delegado responsável pela Delegacia de Estelionato de Cuiabá, Marlon Nogueira, após a conclusão do pagamento, o suspeito comunicou que o valor seria compensado em até quarenta minutos, momento em que a entrega do automóvel e dos respectivos documentos seria feita.

 

Esclarecimento da fraude

 

Ao retornarem ao local combinado, o homem que havia apresentado o veículo demonstrou surpresa ao ser informado do pagamento, alertando o casal de que todos poderiam ter sido vítimas de um esquema fraudulento. Segundo relatado por ele, o suposto "sargento Souza" havia instruído para que não houvesse discussão sobre valores no momento da visita, justificando que a condução financeira da negociação seria feita exclusivamente entre ele e os compradores.

 

Posteriormente, ficou evidente que o veículo estava à venda pelo valor real de quinze mil reais, não havendo qualquer relação entre o preço negociado com o casal e o valor efetivamente pedido pelo proprietário legítimo. As vítimas relataram ainda que, logo após a concretização do golpe, todas as mensagens trocadas pelo aplicativo WhatsApp foram apagadas pelo suspeito, dificultando assim o rastreamento das comunicações eletrônicas.

 

Ação policial e desdobramentos

 

Diante dos fatos apresentados, os policiais civis identificaram rapidamente os dois envolvidos na fraude e efetuaram suas prisões em flagrante. Ambos foram conduzidos até a delegacia, onde foram submetidos a interrogatório e autuação por estelionato.

 

"O casal não recebeu o veículo nem teve o valor restituído, configurando prejuízo financeiro imediato. O caso apresenta características típicas do chamado golpe do intermediário, em que o estelionatário se passa por vendedor, intermedeia a negociação entre vítima e proprietário real e direciona o pagamento para contas de terceiros", destacou o delegado Marlon Nogueira.

 

O delegado também ressaltou que a Polícia Civil orienta a população para intensificar os cuidados com negociações feitas por redes sociais, especialmente quando houver intermediação de terceiros e exigência de pagamentos por boletos bancários ou transferências para contas desconhecidas. A recomendação é sempre atestar a titularidade do bem envolvido na transação e assegurar que o pagamento seja realizado diretamente ao proprietário legítimo, preferencialmente mediante documentação formal.

 

As investigações prosseguem a fim de identificar outros possíveis participantes do esquema e de rastrear o destino dos valores pagos pelas vítimas.

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