Uma mulher de 44 anos foi vítima de feminicídio no Dia Internacional da Mulher, após ser esfaqueada na zona leste de São Paulo. O crime ocorreu no domingo, 8 de março de 2026, no bairro São Mateus, quando a vítima foi atacada pelo companheiro.
Os policiais militares foram acionados e encontraram a mulher com ferimentos de faca. Apesar de levada ao Hospital Geral de São Mateus, ela não sobreviveu. O perpetrador do crime apresentou-se voluntariamente à polícia e foi detido.
Em Praia Grande, no litoral paulista, uma briga de casal também resultou num feminicídio. No sábado, 7 de março, uma mulher de 40 anos morreu após ser baleada. O agressor foi preso em flagrante e a arma usada foi apreendida.
O caso foi registrado como feminicídio e violência doméstica. Ambos os crimes ocorreram em um contexto de manifestações por todo o país, onde mulheres protestaram contra a violência de gênero.
O estado de São Paulo registra altos números de feminicídio. Em 2025, foram 270 vítimas, um aumento de 6,7% em relação ao ano anterior. A série histórica, iniciada em 2018, nunca teve números tão elevados, conforme a Secretaria da Segurança Pública do estado.
Os dados são inquietantes e refletem a necessidade urgente de políticas efetivas contra a violência de gênero.
Essa situação trágica sublinha a importância das manifestações deste Dia Internacional da Mulher, um grito por justiça e segurança para todas as mulheres, num país que ainda apresenta tantas desigualdades e violência de gênero.