O Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou a criação de uma Sala de Monitoramento do Abastecimento para acompanhar diariamente as condições do mercado nacional e internacional de combustíveis. A iniciativa busca articular-se com órgãos reguladores e agentes do setor nos elos de fornecimento primário e distribuição.
Com o agravamento do conflito no Oriente Médio, região que concentra cerca de 60% das reservas globais de petróleo, o governo brasileiro intensificou o monitoramento das cadeias de suprimento globais de derivados de petróleo, além da logística nacional do abastecimento de combustíveis e dos preços dos principais produtos.
A pasta ampliou as interlocuções com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e com agentes de preços e de mercado para garantir a segurança energética do país.
Apesar da instabilidade, o governo considera a exposição direta do Brasil ao conflito limitada. O país é exportador de petróleo bruto e importa parte dos derivados consumidos, mas a participação de países do Golfo Pérsico como fornecedores de derivados é relativamente pequena.
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, enviou um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para analisar recentes aumentos nos preços dos combustíveis registrados em quatro estados e no Distrito Federal.
Representantes de sindicatos informaram que distribuidoras elevaram os preços de venda para os postos, justificando-se pela alta no preço internacional do petróleo. No entanto, até o momento, a Petrobras não anunciou aumento nos preços nas refinarias.
Caso sejam encontrados indícios de práticas que prejudiquem a livre concorrência, a Senacon poderá tomar medidas mais rigorosas para garantir o equilíbrio de mercado.
Pela segunda vez, desde junho de 2025, Israel e Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã em meio a negociações sobre o programa nuclear e balístico do país persa. A ofensiva mais recente teve início em 28 de fevereiro com bombardeios à capital Teerã, resultando na morte do aiatolá Ali Khamenei.
O Irã retaliou disparando mísseis contra países árabes com presença militar dos EUA. O conflito reacendeu tensões desde que os EUA, ainda sob Donald Trump, abandonaram o acordo nuclear com o Irã, estabelecido em 2015 no governo de Barack Obama.
Os iranianos afirmam que seu programa nuclear tem fins pacíficos, enquanto Israel, acusado de possuir bombas atômicas, nunca permitiu inspeções internacionais no seu programa. A situação continua tensa, com implicações que afetam mercados globais, incluindo o de combustíveis.