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Inflação em janeiro fica em 0,33% e segue dentro da meta

Com impacto da gasolina e alívio na conta de luz, IPCA acumula 4,44% em 12 meses

10/02/2026 às 16:08
Por: Redação

Os preços da conta de luz e da gasolina pressionaram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em janeiro, que fechou em 0,33%, mesmo valor registrado em dezembro. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados no Rio de Janeiro, o IPCA acumulou 4,44% nos últimos 12 meses, dentro do limite máximo de tolerância da meta do governo.

 

A inflação oficial, calculada pelo IPCA, acumula alta dentro da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional, que varia de 1,5% a 4,5%. Desde novembro de 2025, o índice tem permanecido dentro desses limites, conforme a nova metodologia de avaliação da meta, que considera uma faixa de 12 meses, não apenas o resultado de dezembro.

 

Impacto dos combustíveis

O grupo de transportes foi o que mais influenciou o IPCA devido à alta dos preços dos combustíveis. A gasolina foi responsável pela maior pressão, subindo 2,06% e contribuindo com 0,10 ponto percentual no índice. O aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na virada do ano foi um fator determinante. Além disso, o etanol aumentou 3,44%, o diesel 0,52% e o gás veicular 0,20%.


Segundo Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa do IBGE, os preços refletem ajustes tarifários e mudanças nos impostos sobre combustíveis.


A Petrobras anunciou, no fim de janeiro, uma redução de 5,2% no preço da gasolina, ainda a ser percebido nos índices de inflação futuros. Contudo, outras pressões no transporte urbano, como o aumento das tarifas de ônibus, impactaram as seis capitais monitoradas, alterando a média nacional.

 

Alívio na conta de luz

No setor de habitação, a conta de luz residencial trouxe um impacto positivo ao IPCA, reduzindo-o em 0,11 ponto percentual, devido à queda de 2,73% nos preços. A troca da bandeira tarifária de amarela em dezembro para verde em janeiro, eliminando cobranças adicionais, ajudou a baixar custos.

 

Alimentos em desaceleração

O grupo de alimentação cresceu 0,23%, representando um ajuste no orçamento das famílias brasileiras. A alimentação no domicílio teve aumento de 0,10%, com o leite longa vida e o ovo de galinha apresentando quedas significativas. Fernando Gonçalves destacou o aumento da produção como fator de redução nos preços.

 

Espalhamento da inflação

O índice de difusão da inflação foi de 64%, um aumento em relação aos 60% de dezembro. O levantamento abrange 377 produtos e serviços, divididos entre serviços e preços monitorados, que sofreram influência direta de fatores econômicos e contratuais.

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