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Irã promete retaliação; Trump ameaça força “nunca antes vista” em escalada

Após assassinato do aiatolá Ali Khamenei, tensões escalam no Oriente Médio com advertências mútuas e apelos por protestos populares.

01/03/2026 às 16:12
Por: Redação

As tensões no Oriente Médio atingem novo patamar após o assassinato do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei. Em resposta, as autoridades iranianas prometeram uma retaliação ainda mais severa, ameaçando atacar bases dos Estados Unidos na região e o território de Israel.

 

Essa escalada gerou reações imediatas e veementes. O presidente dos EUA, Donald Trump, advertiu Teerã com a promessa de uma força militar “nunca antes vista” caso os ataques iranianos se intensifiquem. Paralelamente, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fez um apelo direto ao "povo do Irã" para que se manifeste nas ruas e derrube o regime dos aiatolás.

 

Internamente, o Irã agiu rapidamente para estabilizar a liderança, anunciando a formação de um Conselho de Liderança interino. Este conselho terá a responsabilidade de conduzir o país até a eleição de um novo líder supremo, em um momento de profunda instabilidade e luto nacional.

 

Em meio à crise, Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, reafirmou a intransigência de seu país. Ele declarou que nem os Estados Unidos nem Israel serão capazes de "dobrar a nação iraniana", garantindo que o país manterá sua postura firme após a perda de Khamenei.

 

“Ontem, o Irã lançou mísseis contra os Estados Unidos e Israel, e eles causaram danos. Hoje, nós os atingiremos com uma força que eles jamais experimentaram”, informou a autoridade iraniana em rede social, sinalizando uma intensificação iminente dos confrontos.


A ameaça iraniana encontrou forte eco na Casa Branca. Donald Trump, presidente dos EUA, reiterou sua advertência, indicando que qualquer nova agressão terá uma resposta devastadora. Ele sugeriu claramente que o Irã deve se abster de retaliações adicionais.

 

“É melhor que não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”, disse o mandatário estadunidense, sublinhando a gravidade da posição americana diante da crise.


Do lado israelense, Benjamin Netanyahu utilizou a televisão para incitar a população iraniana a se mobilizar. O primeiro-ministro prometeu atacar “milhares” de alvos nos próximos dias e pediu que milhões de iranianos saiam às ruas para derrubar o governo de Teerã.

 

“Chegou a hora de vocês irem às ruas, irem às ruas aos milhões, para terminar o trabalho, para derrubar o regime de terror que tornou suas vidas miseráveis”, disse o chefe de governo de Tel Aviv, em um apelo direto à insurreição popular.


O Ministério das Relações Exteriores do Irã, em nota oficial, condenou veementemente as ações de Israel e dos Estados Unidos. O comunicado destacou que a agressão conjunta representa um risco global e uma flagrante violação do direito internacional, com graves implicações futuras.

 

“Sem dúvida, a indiferença e a inação diante dos crimes organizados e da opressão dos Estados Unidos e do regime sionista encorajarão os agressores e colocarão o mundo e as futuras gerações sob a sombra de graves consequências”, disse a chancelaria iraniana, alertando para as repercussões globais.


 

Histórico e escalada do conflito

Este cenário de alta tensão não é recente; marca a segunda vez em apenas oito meses que Israel e os EUA direcionam agressões ao Irã. Os ataques ocorrem em um momento crítico, com as negociações sobre o programa nuclear e balístico do país persa em constante impasse.

 

Durante o primeiro governo Trump, os Estados Unidos já haviam abandonado o acordo nuclear firmado em 2015, sob a administração de Barack Obama, que previa inspeções internacionais. Desde então, Washington e Tel Aviv acusam Teerã de buscar secretamente armas nucleares.

 

Em contrapartida, as autoridades iranianas consistentemente defendem que seu programa nuclear tem finalidades exclusivamente pacíficas, reiterando a disposição para inspeções internacionais. A situação é ainda mais complexa, pois Israel, frequentemente apontado como possuidor de bombas atômicas, nunca permitiu qualquer fiscalização em seu programa nuclear.

 

No início de seu segundo mandato, em 2025, o presidente Trump intensificou a ofensiva contra Teerã. Suas exigências incluem, além do desmantelamento completo do programa nuclear, o fim do desenvolvimento de mísseis balísticos de longo alcance e a interrupção do apoio a grupos como Hamas, na Palestina, e Hezbollah, no Líbano.

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