Segunda, 30 de Março de 2026
LogoSite 2 - BH Notícias hmlg 2

Libertação de presos na Venezuela causa controvérsia

Governo afirma ter liberado 400 presos políticos; ONGs e oposição questionam os números

14/01/2026 às 16:06
Por: Redação

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou que 400 pessoas consideradas presas políticas pela oposição foram libertadas. O comunicado foi feito na noite de terça-feira (13), destacando a liberação de 400 detentos, incluindo 160 que teriam sido soltos em 23 de dezembro de 2024. No entanto, ONGs e grupos oposicionistas questionam a veracidade dessas informações.

 

A crítica se intensificou após parte dessas liberdades ocorrer depois de uma invasão militar dos Estados Unidos. Durante a ação, o presidente Nicolás Maduro foi sequestrado. Jorge Rodríguez garante que os detidos não são presos políticos, mas sim indivíduos que cometeram crimes contra a Constituição, acusados de incitar agressões contra a Venezuela.

 

Resposta da oposição e ações do governo

Em resposta às dúvidas levantadas, Jorge Rodríguez enfatizou que o governo venezuelano está deliberadamente buscando promover a convivência pacífica e a unidade nacional, o que motivou a liberação em massa. Em diálogo com outros parlamentares, ele reiterou a intenção de divulgar a lista completa dos presos libertados como um gesto unilateral e não como uma resposta à pressão externa.


E as liberdades continuarão, não por pedidos externos, mas como anúncio unilateral do governo bolivariano, destacou Jorge Rodríguez.


Por outro lado, o deputado oposicionista Luís Florido manifestou ceticismo quanto à assertividade do governo. Ele aguarda a publicação da lista oficial, enfatizando que há divergências sobre o número real de libertados em comparação com os dados de organizações sociais.

 

Implicações e reações divergentes

Entre os libertados recentemente está Enrique Márquez, ex-candidato à presidência, que fora detido sob acusação de tentativa de golpe de Estado. Sua liberação ocorre em um contexto de contestações à reeleição de Nicolás Maduro em 2024. As divergências sobre os números revelam um cenário político ainda tenso e complexo no país.


Alfredo Romero, do Foro Penal, afirmou que o governo deve transparência ao publicar os nomes dos libertados e garantiu que muitos dos listados não são presos políticos.


A organização Foro Penal, por exemplo, calcula a libertação de apenas 116 pessoas, uma cifra mínima frente aos 800 presos políticos que eles dizem existir na Venezuela. Esse número foi desconsiderado pelo governo, que afirma não haver presos políticos entre os libertados.

 

Entidades como o Observatório Venezuelano de Prisioneiros confirmam apenas 80 liberações, parte delas após o episódio do sequestro de Maduro. A falta de clareza e as informações desencontradas reforçam críticas sobre a transparência do governo e geram incertezas entre famílias que aguardam a libertação de seus entes queridos.

© Copyright 2025 - Site 2 - BH Notícias hmlg 2 - Todos os direitos reservados