O mais recente boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES), divulgado na 14ª semana epidemiológica de 2024, aponta que o estado já totaliza 5.352 casos considerados prováveis de chikungunya, dos quais 2.639 receberam confirmação por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).
De acordo com os dados oficiais, foram confirmados 12 óbitos provocados pela chikungunya nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim e Fátima do Sul. Entre as vítimas fatais, sete eram portadoras de algum tipo de comorbidade.
O documento divulgado pela SES também detalha que foram confirmados 46 casos da doença em gestantes. Além dos óbitos já confirmados, outros dois permanecem sob investigação para determinação da causa.
Além dos dados sobre chikungunya, o boletim epidemiológico traz informações atualizadas sobre a dengue no estado. Entre os casos prováveis de dengue em Mato Grosso do Sul, o total chegou a 3.266, sendo que 469 deles foram confirmados até o momento. O boletim indica que não há registros de óbitos por dengue, nem casos que estejam sendo investigados quanto a esse desfecho.
No período referente às duas últimas semanas, sete municípios apresentaram baixa incidência de casos confirmados de dengue, segundo o levantamento: Santa Rita do Pardo, Paraíso das Águas, Corumbá, Caarapó, Miranda, Jardim e Aquidauana.
Em relação à vacinação, a SES informou que já foram aplicadas 223.322 doses do imunizante destinado ao público-alvo contra a dengue em Mato Grosso do Sul. O estado recebeu, ao todo, 241.030 doses enviadas pelo Ministério da Saúde.
O esquema vacinal prevê a aplicação de duas doses, com intervalo de três meses entre elas. A imunização é recomendada para crianças e adolescentes com idades entre 10 anos e 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária que registra a maior concentração de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos, conforme a SES.
A secretaria reforça a orientação para que a população evite a automedicação em caso de sintomas relacionados à dengue ou à chikungunya, recomendando a busca por atendimento em unidades de saúde nos municípios.