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Mercosul e União Europeia esperam ativar acordo comercial em breve

Alckmin projeta início de vigência do acordo entre os blocos no segundo semestre

15/01/2026 às 16:07
Por: Redação

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, revelou que o aguardado acordo comercial entre Mercosul e União Europeia deve se tornar efetivo no segundo semestre deste ano. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, dia 15, destacando que o acordo, que levou 25 anos para ser negociado, será formalmente assinado no sábado, dia 17.

 

A celebração do acordo representa um marco histórico, reunindo dois blocos de grande importância global. Alckmin afirmou a expectativa de que o Parlamento Europeu e o Brasil finalizem a aprovação legal do acordo ainda no primeiro semestre, permitindo sua imediata implementação no segundo semestre.

 

Acordo de dimensões globais

Durante uma entrevista no programa Bom Dia, Ministro, transmitido por emissoras de rádio e produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Alckmin destacou que este é o maior acordo entre blocos no mundo, abrangendo um mercado potencial de 720 milhões de pessoas e 22 trilhões de dólares.


“Assinado, o Parlamento Europeu aprova sua lei e nós, no Brasil, aprovamos a lei, internalizando o acordo. A gente espera que aprove a lei ainda neste primeiro semestre e que tenhamos, no segundo semestre, a vigência do acordo. Aí, ele entra imediatamente em vigência.”


Com cinco países no Mercosul, incluindo a recém-integrada Bolívia, e 27 países europeus, Alckmin enfatizou o impacto comercial: eliminando tarifas, as trocas comerciais serão mais livres, mas dentro de regras definidas. A perspectiva é de aumento nas exportações e importações em ambos os lados.

 

Benefícios e exemplos internacionais

A medida é vista como positiva para a sociedade, promovendo acesso a produtos de melhor qualidade a preços mais baixos. Alckmin reiterou que o comércio exterior configura-se como essencial para a sobrevivência de muitas empresas, que precisam exportar para manter suas atividades.


“Ganha a sociedade, comprando produtos mais baratos e de melhor qualidade. Comércio exterior, hoje, é emprego na veia. Tem determinadas empresas que, se não exportarem, elas fecham. O mercado interno não é suficiente”, completou o ministro.


Além disso, o ministro classificou o acordo como um exemplo para o cenário global, que atualmente enfrenta desafios políticos e econômicos complexos. Ele destacou que o diálogo e a negociação são fundamentais para fortalecer o multilateralismo e promover o livre comércio global, especialmente em épocas de protecionismo exacerbado e conflitos geopolíticos.

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