Domingo, 29 de Março de 2026
LogoSite 2 - BH Notícias hmlg 2

Morte de Khamenei e bombardeios no Irã geram condenações e ameaças globais

Aliados e adversários do país persa reagem à escalada de hostilidades no Oriente Médio após ataques de EUA e Israel

01/03/2026 às 16:12
Por: Redação

A confirmação da morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, repercutiu neste domingo (1º) entre aliados e adversários do país persa, além de grupos políticos do Oriente Médio e organizações internacionais. Khamenei e outras autoridades iranianas estão entre os mortos nos bombardeios iniciados no sábado (28) por Estados Unidos e Israel, marcando um novo e perigoso capítulo no conflito regional e acirrando as tensões geopolíticas.

 

O presidente russo, Vladimir Putin, condenou neste domingo (1º) os assassinatos de Khamenei, de 86 anos, e de membros de sua família. Putin classificou o evento como “uma violação cínica de todas as normas da moral humana e do direito internacional”, expressando profundo pesar. O Kremlin manifestou condolências aos familiares do líder supremo, ao governo do Irã e a todo o povo do país persa.

 

“Khamenei será lembrado como um estadista proeminente, que deu uma enorme contribuição pessoal ao desenvolvimento das relações amistosas entre a Rússia e o Irã, elevando-as ao nível de uma parceria estratégica abrangente”, afirmou o presidente russo na rede social X.


 

A Condenação da China

O governo da China, por sua vez, manifestou-se em sua rede social X, afirmando que o ataque e o assassinato do líder supremo do Irã constituem uma grave violação da soberania e segurança do país. Para Pequim, o ato atropela os propósitos e princípios da Carta da Organização das Nações Unidas (ONU) e as normas básicas das relações internacionais.

 

“A China se opõe firmemente e condena veementemente esse ato. Exigimos a interrupção imediata das operações militares, o fim da escalada da tensão e um esforço conjunto para manter a paz e a estabilidade no Oriente Médio e no mundo em geral.”


 

Posição de Israel e Estados Unidos

Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu descreveu a magnitude das operações em curso contra o Irã, sinalizando que o poder de fogo israelense será direcionado para desmantelar a infraestrutura do governo iraniano. Ele justificou a ação militar como defesa estratégica e meio para criar um novo cenário político na região.

 

Netanyahu afirmou: “Nos próximos dias, atacaremos milhares de alvos do regime terrorista”, incentivando os iranianos a aproveitarem o vácuo de poder gerado pelos ataques para derrubar o sistema clerical que governa o país desde 1979. O premiê prometeu que o sofrimento deles “não será em vão”.

 

“Chegou a hora de vocês irem às ruas, irem às ruas aos milhões para terminar o trabalho, para derrubar o regime de terror que tornou suas vidas miseráveis. Seu sofrimento e sacrifício não serão em vão. A ajuda que vocês estavam esperando chegou. Agora é hora de nos unirmos para uma missão histórica.”


 

Diante das ameaças de retaliação do Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou a postura agressiva de seu país. Ele disse que ampliaria os ataques, alertando que qualquer ação iraniana seria recebida com uma força nunca antes vista, endurecendo ainda mais o tom do conflito no Oriente Médio.

 

“É melhor que não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”, disse Trump.


 

Reações dos Grupos Regionais

No Oriente Médio, grupos islâmicos como o Hezbollah, o Hamas, a Jihad Islâmica e o movimento Huthis do Iêmen condenaram a morte de Khamenei e juraram vingança, conforme informações da agência de notícias RTP. O Hamas classificou o ataque como um “crime hediondo”, reafirmando seu apoio ao aiatolá.

 

O Hezbollah, por meio de seu líder Naim Qassem, prometeu enfrentar a agressão israelense e norte-americana, declarando que “cumpriremos o nosso dever enfrentando a agressão”. A Jihad Islâmica chamou a morte de Ali Khamenei de “crime de guerra” cometido pelos Estados Unidos e Israel, em um “ataque traiçoeiro e mal-intencionado” contra o Irã.

 

Os Huthis chamaram Khamenei de mártir e disseram que seu legado inspirará “resistência contínua contra os Estados Unidos e Israel”. Para eles, o ataque foi um “crime atroz” e uma “violação flagrante de todas as leis e normas internacionais”, reforçando a retórica de confronto regional.

 

“Com profundo pesar e dor, o Conselho Político Supremo [dos huthis] recebeu a notícia do martírio do líder da Revolução Islâmica no Irã. Travou uma longa luta de jihad [guerra santa] contra os inimigos da nação islâmica, os sionistas e os norte-americanos, e concluiu a sua vida com o martírio às mãos dos inimigos de Deus e assassinos de profetas”, declararam.


 

O Conselho de Liderança Temporária do Irã

O Irã anunciou, neste domingo, a formação do Conselho de Liderança Temporária, que assume de forma imediata as atribuições do líder supremo, como o comando das Forças Armadas e decisões de segurança e política externa. O anúncio visa garantir a continuidade e estabilidade do regime durante este período de crise.

 

O conselho é composto por três autoridades: o atual presidente do Irã, Masoud Pezeshkian; o chefe do judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei; e o jurista do Conselho dos Guardiães, aiatolá Alireza Arafi. Suas funções são provisórias até que a Assembleia de Especialistas, com 88 clérigos, eleja o sucessor permanente de Khamenei.

 

O presidente Masoud Pezeshkian afirmou neste domingo (1º) que a morte do líder supremo Ali Khamenei é uma

© Copyright 2025 - Site 2 - BH Notícias hmlg 2 - Todos os direitos reservados