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Mosquito da dengue pode se multiplicar mesmo durante a estiagem

Ovos do Aedes aegypti resistem até um ano em locais secos, aguardando contato com água.

16/03/2026 às 19:31
Por: Redação

Com o término da temporada de chuvas e a aproximação do tempo seco, é frequente que parte da população considere que o risco de surgimento do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão de dengue, zika e chikungunya, esteja diminuído. Contudo, profissionais especializados destacam que a reprodução dessa espécie de mosquito persiste mesmo em períodos de escassez de chuvas.

 

Entre as principais informações sobre o ciclo reprodutivo do Aedes aegypti está a notável capacidade de resistência de seus ovos. Eles são postos nas superfícies internas de recipientes propensos ao acúmulo de água, como vasos de plantas, baldes, garrafas plásticas, pneus e caixas d’água. Mesmo em locais secos, os ovos mantêm sua viabilidade por até doze meses, esperando apenas o contato com a água para que o processo de incubação seja ativado.

 

Ao entrarem em contato novamente com a água, seja devido à ocorrência de chuvas, limpeza de áreas externas ou durante o enchimento de recipientes domésticos, esses ovos se desenvolvem rapidamente em larvas. Se as condições forem propícias, a transformação completa do mosquito, do estágio de ovo ao adulto, pode ser concluída em um intervalo de sete a dez dias.

 

Armazenamento inadequado favorece proliferação

 

Além disso, o período seco geralmente leva ao aumento do armazenamento de água nas residências. O uso de tonéis, tambores e caixas d’água sem a vedação adequada transforma esses locais em ambientes ideais para o desenvolvimento do mosquito.

 

Segundo orientações das equipes de vigilância em saúde, as larvas do Aedes aegypti só se desenvolvem em água parada. Por esse motivo, o descarte correto de qualquer tipo de recipiente que possa acumular água é apresentado como a estratégia mais eficaz para impedir a continuidade do ciclo reprodutivo desse vetor.

 

Medidas preventivas exigem participação de todos

 

O poder público reforça que eliminar o mosquito depende do envolvimento coletivo dos moradores. O setor de Endemias da administração municipal recomenda a realização de inspeções semanais nas áreas externas das residências, a manutenção das caixas d’água sempre fechadas, o descarte apropriado de objetos sem utilidade e a atenção redobrada para quaisquer locais que possam acumular água parada.

 

Ainda que não esteja ocorrendo chuva, a prevenção permanece como ferramenta fundamental no combate à dengue.

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