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Operação Bad Fish combate fraudes eletrônicas em Mato Grosso, Bahia e RS

Grupo investigado invadiu sistema de empresa e desviou cerca de 34 mil reais com phishing

16/03/2026 às 19:03
Por: Redação

A Polícia Civil do Estado de Mato Grosso, em articulação com as polícias civis da Bahia e do Rio Grande do Sul, realizou a Operação Bad Fish com foco na repressão a crimes patrimoniais praticados por meio de fraude eletrônica. A ofensiva ocorreu em 12 de março, após investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI).

 

O objetivo central da operação foi desarticular um grupo criminoso que utilizava métodos de invasão de dispositivos eletrônicos para acessar dados pessoais e bancários de vítimas, empregando a técnica conhecida como phishing. Esse tipo de golpe consiste no envio de informações falsas por e-mail, redes sociais, sites, links patrocinados ou mensagens SMS, que simulam comunicações de bancos, empresas, grandes empresas de tecnologia ou operadoras de telefonia, com o intuito de obter dados sensíveis das vítimas, como senhas, cartões de crédito e credenciais bancárias verdadeiras.

 

Durante a ação, as equipes policiais cumpriram oito ordens judiciais. As determinações incluíram três mandados de prisão preventiva, dois mandados de busca e apreensão, autorização para quebra de sigilo de dados telemáticos e ordem de bloqueio de valores depositados em contas bancárias relacionadas aos suspeitos.

 

Segundo informações apuradas durante a investigação, o grupo teria realizado uma invasão a um dispositivo informático pertencente a uma empresa do setor de peças automotivas, localizada em Cuiabá. A partir desse ataque, os criminosos conseguiram capturar credenciais bancárias autênticas da vítima. Utilizando esses dados, acessaram o internet banking da empresa e efetuaram transferências bancárias para contas dos investigados.

 

As ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá foram cumpridas em diferentes cidades: Vitória da Conquista, na Bahia, e Portão, no Rio Grande do Sul. As atividades contaram com o apoio operacional das polícias civis daqueles Estados.

 

As investigações revelaram também que parte do dinheiro transferido foi convertido em criptoativos, como forma de dificultar o rastreamento e camuflar o patrimônio obtido de maneira ilícita, o que caracteriza o crime de lavagem de dinheiro.

 

O prejuízo causado à vítima foi de aproximadamente trinta e quatro mil reais. Conforme detalhou a Polícia Civil, os alvos da operação serão indiciados pelos crimes de invasão de dispositivo informático, furto qualificado mediante fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro, devendo responder judicialmente por todos esses delitos.

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