A Polícia Civil realizou nesta sexta-feira, 27 de março de 2026, uma operação no município de Mirassol D’Oeste para dar cumprimento a 14 ordens judiciais relativas à investigação do desaparecimento e morte de Isabela Caroline Silva Cunha, de 23 anos, ocorrido no final de dezembro de 2025.
Nomeada "Operação Cadáver Oculto", a ação foi desencadeada com a execução de cinco mandados de prisão temporária, sete de busca e apreensão em residências e dois mandados de internação provisória. A iniciativa buscou aprofundar as apurações sobre as circunstâncias do desaparecimento e da possível ocultação do corpo da jovem.
Os trabalhos foram coordenados pela Delegacia de Mirassol D’Oeste, com apoio operacional das delegacias de Araputanga, São José dos Quatro Marcos, da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cáceres e do Setor de Inteligência do 17º Batalhão da Polícia Militar.
Inicialmente a situação foi tratada como desaparecimento, sendo que a última vez em que Isabela foi vista ocorreu em 30 de dezembro de 2025, em Mirassol D’Oeste. O registro oficial do sumiço foi feito pela tia da jovem em 3 de janeiro de 2026, quando ela procurou a Polícia Civil para comunicar o desaparecimento da sobrinha.
No decorrer das investigações, os policiais civis identificaram que Isabela Caroline Silva Cunha havia mantido contato com pessoas que estão sendo investigadas na ação. Conforme apurado, esses indivíduos atuaram em conjunto para executar o homicídio da jovem e, em seguida, remover e ocultar o cadáver.
Segundo o inquérito policial, Isabela teria sido atraída pelo namorado para um imóvel da cidade sob o pretexto de participar de uma confraternização. Nesse local, ela foi morta. Há indícios de que o corpo foi transportado do imóvel em um veículo e, posteriormente, levado para uma área de mata distante da região urbana.
De acordo com o delegado de Mirassol D’Oeste, Gustavo Ataíde, o motivo do crime está inserido em um contexto de atuação de organização criminosa. Diante das provas e dos indícios colhidos, foi solicitada a expedição dos 14 mandados judiciais – sendo cinco de prisão temporária, sete de busca e apreensão domiciliar e dois de internação provisória – contra os suspeitos investigados.
No curso das diligências, o objetivo das buscas realizadas na sexta-feira foi apreender celulares, dispositivos de armazenamento de dados e outros objetos que possam contribuir para o avanço da investigação, além de permitir o aprofundamento das ações voltadas à localização do corpo da vítima.
“Essas buscas realizadas na sexta-feira visam apreender celulares, mídias e outros objetos capazes de robustecer a apuração, além de permitir o aprofundamento das diligências destinadas à localização do corpo da vítima”, destacou o delegado de polícia.
Os trabalhos investigativos continuam em andamento, com o intuito de esclarecer completamente os fatos, identificar todos os participantes e localizar os restos mortais de Isabela Caroline Silva Cunha. As buscas também contam com o suporte da equipe do canil do Corpo de Bombeiro Militar, responsável pelo emprego de cães farejadores durante as incursões em áreas de mata.
Os envolvidos respondem por acusações de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e participação em organização criminosa, conforme o andamento do processo investigativo conduzido pelas autoridades responsáveis.