A Petrobras afirmou que pode reduzir o impacto da alta do petróleo no Brasil, mantendo sua rentabilidade. Em comunicado à Agência Brasil, a estatal destacou seu compromisso em mitigar os efeitos das tensões geopolíticas no mercado de energia internacional.
A declaração ocorre em meio a um cenário em que a guerra no Irã aumentou a volatilidade no setor, elevando o preço do barril de petróleo para 120 dólares na última segunda-feira (9 de março de 2026).
O fechamento do Estreito de Ormuz, importante rota por onde trafega 25% do petróleo mundial, contribuiu para a alta nos preços. Entretanto, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicar o fim próximo da guerra, o preço do barril Brent caiu para menos de 100 dólares.
“O que nos permite promover períodos de estabilidade nos preços ao mesmo tempo que resguarda a nossa rentabilidade de maneira sustentável”, destacou a Petrobras em nota.
Apesar da queda nos preços, Trump ameaçou o Irã com ataques caso o bloqueio no Estreito de Ormuz continue, trazendo mais incertezas ao cenário.
A diretora do Ineep, Ticiana Álvares, afirmou que a Petrobras abandonou a política de paridade de preços internacionais em 2023. As decisões agora levam em conta fatores internos, oferecendo uma margem de manobra maior à companhia.
“A política da Petrobras modificou e agora leva em consideração fatores internos, que é essa margem de manobra que a Petrobras tem”, explicou a especialista.
Ainda assim, Álvares destacou que, devido à dependência de importações e refinarias privatizadas, o impacto das ações da Petrobras é limitado e temporário. Em especial, refinações como a Rlam, na Bahia, agora sob gestão privada, possuem menos flexibilidade nos preços.