A Polícia Federal (PF) realizou hoje, dia 21 de janeiro de 2026, uma operação contra um grupo suspeito de utilizar criptomoedas para lavagem de dinheiro. A chamada Operação Narco Azimut teve como alvo uma organização que movimentou mais de 39 milhões de reais.
Conduzida de forma simultânea em várias cidades, a operação cumpriu mandados de busca e de prisões temporárias nas cidades de Santos, Ferraz de Vasconcelos, São Bernardo do Campo e São José dos Campos, no estado de São Paulo, além de Goiânia, em Goiás, e Armação de Búzios, no Rio de Janeiro.
Segundo a Polícia Federal, a investigação revelou que a associação criminosa tinha uma estrutura bem organizada e era capaz de movimentar grandes somas de dinheiro em espécie, através de transferências bancárias e uso de criptoativos, tanto no Brasil quanto no exterior. O principal objetivo era a lavagem de capitais.
Além dos mandados de prisão e de apreensão, a Justiça determinou o bloqueio de bens dos suspeitos. Entre as restrições impostas estão a proibição de movimentação empresarial e a transferência de bens móveis e imóveis obtidos de forma criminosa.
Os investigados podem responder por crimes como associação criminosa, ocultação ou dissimulação de valores e capitais, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, conforme informações fornecidas pela Polícia Federal.
A análise das operações financeiras demonstrou o uso sofisticado de tecnologias para esconder a origem dos capitais, complementou a PF.
Essa operação fica marcada como um passo significativo no combate a crimes financeiros e à utilização de novas tecnologias para fins ilícitos, demonstrando a evolução e a adaptação das forças de segurança pública às novas realidades do crime organizado.