A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira, 5 de março de 2026, a Operação Dataleaks. O objetivo é esclarecer a existência de uma base de dados não oficial com informações pessoais e sensíveis de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em nota, a PF afirmou que a organização criminosa envolvida é especializada na obtenção, adulteração, comercialização e disseminação ilícita de dados pessoais e sensíveis de bases governamentais e privadas.
Ao todo, são cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão preventiva nos estados de São Paulo, Tocantins e Alagoas. As ordens foram emitidas pelo STF, com o ministro Alexandre de Moraes atuando como relator de uma investigação sigilosa sobre o tema.
A investigação está focada em confirmar a prática de crimes como organização criminosa, invasão de dispositivo informático, furto qualificado mediante fraude, corrupção de dados e lavagem de dinheiro.
A organização criminosa é acusada de lidar ilegalmente com dados pessoais e sensíveis.
Vale destacar que esta operação faz parte de um conjunto de esforços da polícia e do judiciário para combater crimes que afetam dados sensíveis e a segurança dos cidadãos.
A Operação Dataleaks é mais um passo nas ações da PF contra crimes tecnológicos. O desdobramento das investigações poderá trazer mais implicações para os envolvidos, conforme novas provas sejam apresentadas.
O caso também reacendeu debates sobre segurança de dados e privacidade, especialmente em um contexto onde a proteção de informações pessoais se torna cada vez mais crucial.