O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) apresentou denúncia contra Pedro Arthur Turra Basso, um piloto de automobilismo de 19 anos, por homicídio doloso qualificado. A acusação foi formalizada na quarta-feira, 11 de fevereiro, em função do falecimento do adolescente Rodrigo Castanheira.
A vítima, Rodrigo, morreu no sábado, após ficar 16 dias em coma profundo decorrente de uma briga. A disputa teria começado quando um chiclete foi lançado contra um amigo de Rodrigo, resultando em uma altercação motivada por motivos fúteis.
A denúncia do MPDFT inclui que Pedro Turra agiu de forma "livre e consciente", agredindo Rodrigo até que ele colidisse com a porta de um carro, ocasionando a perda de consciência devido à pancada na cabeça.
Além de solicitar a prisão de Turra, os promotores pedem que ele seja condenado ao pagamento de 400 mil reais em danos morais à família de Rodrigo. A condenação por homicídio doloso pode resultar em até 30 anos de prisão.
Além da acusação atual, Turra havia sido preso anteriormente, mas liberado após pagar uma fiança de 24 mil reais.
Pedro Turra está atualmente detido no Centro de Detenção Provisória da Papuda, no Distrito Federal. Sua prisão foi novamente decretada em 30 de janeiro, após surgirem evidências de sua ligação com outros casos de agressão.
A recente prisão foi determinada após a polícia apresentar evidências de que Turra havia utilizado um taser contra uma adolescente de 17 anos em um evento, para forçá-la a consumir bebida alcoólica.
Na semana passada, o ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), recusou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Turra, garantindo a manutenção de sua prisão preventiva.
Enquanto a defesa do piloto optou por não comentar a denúncia, os representantes da família de Rodrigo afirmam que os golpes na cabeça do jovem foram a causa direta de sua morte.