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Polícia busca prisão preventiva de pai e filho por feminicídio em Coxim

Delegacia conclui pedido após reunir evidências contra Márcio Pereira da Silva

10/03/2026 às 21:14
Por: Redação

Na tarde desta terça-feira (10), a Delegacia de Atendimento à Mulher de Coxim emitiu um pedido de conversão da prisão temporária para preventiva de Márcio Pereira da Silva, de 46 anos, sob acusação do feminicídio de sua ex-esposa, Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, morta em 22 de fevereiro em sua casa com uma perfuração de faca no abdômen.

 

Márcio e seu filho, de 22 anos, foram detidos inicialmente em flagrante, com previsão de prisão temporária de até 30 dias. Ambos possuem histórico de agressões e suas declarações apresentaram contradições significativas quando confrontadas com imagens de segurança das proximidades, o que levou à decisão do delegado pela prisão temporária, autorizada judicialmente.

 

Declarações e provas adicionais

Após a prisão, novas evidências foram colhidas, incluindo depoimentos de 23 testemunhas, imagens de câmeras de segurança e o cronograma detalhado das movimentações dos suspeitos no dia do crime. As inconsistências nas declarações de Márcio foram especialmente notáveis.


Um vizinho captou em vídeo a vítima em pé às 3h17, corroborando a presença dos suspeitos no local na hora do crime.


Os registros de áudio de câmeras próximas registraram a discussão logo após a chegada de Márcio às 3h. O filho circula pela casa e sai para a rua, sendo captado às 3h30 afirmando: “meu pai acertou ela”. Mesmo após o ocorrido, Márcio só buscou ajuda às 4h17, quando Nilza já estava morta há cerca de 50 minutos.

 

Descoberta de novas evidências

Na última quinta-feira (5), uma busca na residência encontrou uma faca com manchas de sangue sob um sofá, possível arma do crime. Anteriormente, cinco facas foram apreendidas, mas todas testaram negativo para sangue.


As incoerências nos relatos de Márcio reforçaram a sua autoria, desconsiderando o envolvimento direto do filho.


Com base nos achados, foi requisitada a prisão preventiva de Márcio e a liberação do filho. A investigação continua, pendendo apenas alguns laudos periciais.

 

A análise do Ministério Público e do Judiciário sobre a representação da autoridade policial ainda é aguardada para as próximas etapas do processo.

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