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Polícia Civil prende pai de santo por suspeita de estupro e posse de arma

Operação em Campo Grande apura crimes contra mulheres em centro de umbanda

11/02/2026 às 19:59
Por: Redação

A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, através da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), prendeu na manhã desta quarta-feira (11) um líder religioso de 63 anos por suspeita de estupro de vulnerável e posse ilegal de arma de fogo. O homem, que atua como pai de santo em um centro de umbanda em Campo Grande, está sendo investigado por abusos sexuais contra mulheres frequentadoras do local.

 

As investigações começaram em novembro de 2025 após o depoimento de uma das vítimas, que relatou ter sido abusada aos 12 anos. Segundo ela, o suspeito justificava atos abusivos alegando estar sob influência de uma entidade espiritual durante rituais. Além deste testemunho, outras duas denúncias de vítimas diferentes com relatos similares estão em investigação.

 

Decisão judicial e procedimentos policiais

O mandado de prisão preventiva foi autorizado pelo Poder Judiciário após solicitação das autoridades policiais, considerando a gravidade e a reincidência dos casos. Após a prisão, ele foi levado para a DEPCA, onde o ato foi oficializado.


O procedimento envolveu exames periciais, depoimentos de testemunhas e medidas de proteção para assegurar a segurança física e psicológica das vítimas.


O crime está enquadrado no Artigo 217-A do Código Penal, tratando-se de estupro de vulnerável, com agravante por abuso de posição de autoridade.

 

Crime de posse ilegal de armas

Além das acusações de abuso, o líder religioso também foi autuado por posse ilegal de arma de fogo após uma espingarda ser encontrada em seu local de culto sem a documentação necessária. Durante interrogatório, o acusado afirmou estar inconsciente durante os rituais, não recordando suas ações enquanto “incorporado”. Esta alegação será verificada com outras provas colhidas na investigação.


Ele declarou que não tinha controle sobre suas ações quando “trabalhava com a entidade”.


Após os trâmites legais, ele será encaminhado ao sistema prisional. A Polícia Civil reforça seu compromisso com a proteção de menores e com o combate rigoroso a crimes sexuais, destacando a importância de ações integradas para a defesa dos direitos infantis e juvenis.

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