Na terça-feira, dia 20, a Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros, conhecida como GARRAS, liderou a "Operação Chargeback" em Campo Grande. A ação, coordenada pelo Departamento de Polícia Especializada (DPE) com apoio de diversas delegacias, cumpre mandados de busca e prisão relacionados a um esquema de fraudes eletrônicas.
A investida surgiu após investigações do GARRAS sobre crimes de fraude em transações financeiras, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Desde 2023, um grupo teria burlado sistemas usando máquinas e cartões de crédito alheios, simulando vendas e depois contestando os pagamentos, já que usavam cartões de terceiros de forma ilícita.
O bando teria causado prejuízos superiores a quatro milhões de reais às instituições financeiras. Mediante isso, o GARRAS solicitou e obteve autorização judicial para prisões, bloqueio de bens e buscas e apreensões na operação.
As buscas resultaram em 15 ordens de apreensão e cinco prisões, assim como o bloqueio de dois milhões de reais em contas do grupo investigado.
Além do impacto financeiro, a operação levou à apreensão de diversos itens, incluindo uma pistola com numeração adulterada, munições, várias máquinas de cartão e dezenas de cartões de crédito de diferentes pessoas, além de carros e equipamentos eletrônicos utilizados no esquema.
Os detidos, identificados pelas iniciais J.P.L., J.P.F.B., B.M.C.B., N.M.M., e M.F.C.S., com idades entre 21 e 32 anos, estão sob custódia policial. A operação segue em análise para desmantelar completamente a organização e avaliar o alcance total das atividades criminosas.
Até a conclusão das investigações, os indivíduos permanecem à disposição das autoridades para aprofundamento das diligências.
Esse desdobramento intensifica o combate às fraudes e fortalece a vigilância digital, destacando a importância da colaboração contínua entre forças especializadas e judiciais no enfrentamento ao crime organizado.