A Delegacia Especializada em Repressão a Roubos e Furtos (DERF) de Campo Grande concluiu que um furto seguido de incêndio ocorrido em uma loja de bicicletas no dia 4 de janeiro de 2026, no Bairro Jardim Monumento, foi simulado com o intuito de obtenção de seguro. Após o furto de algumas bicicletas, o estabelecimento foi incendiado por criminosos.
A investigação foi impulsionada por informações sobre I.A.S.M. (32), que estaria vendendo duas das cinco bicicletas furtadas no Bairro Jardim Rouxinois. A equipe policial conseguiu recuperar duas bicicletas e prendeu I.A.S.M. pelo crime de receptação.
Prosseguindo nas diligências, a polícia identificou E.S. (47) e J.V.L. (42) no Bairro Campo Alto, os quais confessaram ter realizado o furto e provocado o incêndio a mando de I.A.S.M. Este último alegou ter sido contratado por A.L.A. (34), proprietário da loja.
I.A.S.M. declarou, na presença de sua advogada, que recebeu ordens de A.L.A. e terceirizou o serviço para E.S. e D.S.B. (32), que convocaram J.V.L., prometendo dividir a quantia obtida do seguro entre os envolvidos.
Evidências adicionais vieram à tona quando D.S.B. confirmou o relato de I.A.S.M., E.S. e J.V.L., corroborando que a intenção era simular um crime para garantir o seguro.
A.L.A., supostamente o mandante, foi chamado a prestar esclarecimentos. Ele negou todas as acusações, alegando desconhecer a cobertura de sua apólice e negando qualquer contato com I.A.S.M. Afirmou que a história foi fabricada por I.A.S.M. e aliados para prejudicá-lo, indicando existência de dívidas entre ambos.
A.L.A. descreveu as acusações como mentiras, alegando manipulação da narrativa por I.A.S.M. para vingança pessoal, devido a questões financeiras pendentes.
Com o desenrolar das investigações, a Polícia Civil continua a busca por provas adicionais para corroborar ou refutar as alegações, com todos os envolvidos sob análise para assegurar que a justiça seja feita. Esta investigação destaca o contínuo compromisso da DERF com o combate a crimes simulados na região.