O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, comunicou em uma rede social que conversou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite de segunda-feira, 26 de janeiro de 2026. Durante o diálogo, foi decidida a retirada parcial dos agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) da cidade.
“Conversei com o presidente Trump nesta tarde e mostrei como Minneapolis se beneficia da presença da comunidade de imigrantes. Deixei claro que meu maior pedido é que a operação Metro Surge [do ICE] precisa acabar. O presidente concordou que a atual situação não pode continuar.”
A publicação de Frey destaca que os agentes federais começarão a se retirar da cidade no dia 27 de janeiro de 2026. Frey expressou seu compromisso em pressionar pela saída de todos os policiais envolvidos na operação em Minneapolis.
Frey também declarou que Minneapolis cooperará com o governo federal em investigações criminais, mas não apoiará prisões inconstitucionais. Ele ressaltou que os “criminosos violentos devem ser responsabilizados pelos crimes que cometeram, não com base em sua origem”.
O governador de Minnesota, Tim Walz, também dialogou com Trump na segunda-feira. Ambos concordaram em reavaliar a atuação do ICE no estado de Minnesota.
No sábado, 24 de janeiro de 2026, agentes do ICE assassinaram Alex Pretti, um cidadão norte-americano de 37 anos, durante um protesto em Minneapolis. Pretti, que trabalhava como enfermeiro, foi imobilizado e atingido por dez disparos. Também há registro de Renee Good, morta por agentes do ICE duas semanas atrás.
Segundo a Reuters, Gregory Bovino, uma das principais autoridades da Patrulha de Fronteira dos EUA, vai deixar o estado de Minnesota. Bovino enfrentou críticas devido às ações do ICE e será substituído por Tom Homan. Tricia McLaughlin, porta-voz do Departamento de Segurança Interna, negou que Bovino tenha sido dispensado.