Na manhã desta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, a Polícia Civil do Mato Grosso do Sul realizou uma operação significativa através da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), com apoio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM). A ação culminou na prisão de um homem de 41 anos, que exerce a função de pastor em uma igreja da capital, acusado de estupro de vulnerável contra suas três filhas/enteadas e a ex-esposa, além de crimes sob a Lei Maria da Penha.
A prisão preventiva foi decretada pelo Poder Judiciário após a formalização da ocorrência na 1ª DEAM no dia 20 de janeiro de 2026. A Delegada de plantão foi responsável por solicitar a medida, e a DEPCA assumiu a investigação envolvendo as vítimas menores. Dada a gravidade das acusações e a necessidade de proteger as vítimas e a instrução processual, a prisão foi realizada no bairro Vila Ieda pela equipe investigativa da DEPCA.
O caso teve início com um registro policial feito em 20 de janeiro de 2026, quando a ex-companheira do investigado relatou abusos sexuais praticados contra suas filhas durante uma conversa familiar motivada por conflitos pós-separação. Os abusos supostamente ocorreram entre 2014 e 2024, com as vítimas relatando também ameaças e violência psicológica.
"As investigações detalharam o longo período e a natureza das agressões, expondo um cenário de abuso sistemático", destacou um oficial envolvido.
O acusado foi levado à sede da DEPCA para que a ordem judicial fosse formalizada. Os crimes contra menores foram enquadrados no Artigo 217-A, caput, combinado com o Artigo 226, inciso II do Código Penal, que trata do estupro de vulnerável, com pena agravada pelo abuso de autoridade. O homem encontra-se sob custódia e permanecerá à disposição da Justiça. Medidas de proteção às vítimas e exames periciais já estão em andamento.
A Polícia Civil reafirma seu compromisso com a proteção de crianças e adolescentes, atuando com rigor no combate a crimes graves. A operação bem-sucedida ilustra a importância do trabalho conjunto entre diferentes departamentos de segurança no amparo aos direitos fundamentais da infância e juventude.
Autoridades enfatizam a necessidade de cooperação constante para enfrentar violências dessa magnitude.
Continua-se a acompanhar o caso, encorajando denúncias similares para assegurar a integridade e os direitos das vítimas. As perspectivas futuras incluem maiores ações integradas e sensibilização social para essas questões.