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Saúde pública recebe mais de 2,9 bilhões de reais em Mato Grosso do Sul

Financiamento envolve União, estados e municípios; municípios executam maior parte dos atendimentos

30/03/2026 às 12:06
Por: Redação

O funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) é resultado da coordenação entre União, estados e municípios, que assumem funções distintas tanto no custeio quanto na operacionalização dos serviços para a população. O modelo de gestão, conhecido como tripartite, determina como os recursos são repassados e utilizados em cada etapa do atendimento.

 

Esse sistema de divisão de responsabilidades permite que desde campanhas de vacinação e atendimentos ambulatoriais até procedimentos hospitalares de alta complexidade sejam organizados de modo a atender milhões de brasileiros diariamente.

 

Divisão entre União, estados e municípios define atuação no SUS

 

A União desempenha o papel de definir políticas estratégicas e realizar repasses financeiros de abrangência nacional. Os estados ficam responsáveis por coordenar as redes regionais de saúde, além de oferecer suporte técnico e financeiro aos municípios. Aos municípios, cabe executar a maior parte dos atendimentos, especialmente nos postos de saúde e unidades básicas.

 

Essa organização permite que cada esfera de governo atue em etapas específicas: a União administra políticas e recursos nacionais; os estados coordenam a rede regional e apoiam na distribuição dos valores; os municípios garantem a prestação direta dos serviços à comunidade local.

 

Transferências fundo a fundo garantem recursos para as cidades

 

Grande parte do orçamento da saúde pública chega aos municípios por meio das transferências "fundo a fundo". Nesse processo, os valores partem do Fundo Nacional de Saúde e são encaminhados aos fundos estaduais e municipais. Os recursos então são aplicados na manutenção de serviços, programas e ações de saúde em cada localidade.

 

O governo estadual ocupa uma posição estratégica, coordenando a organização da rede e a distribuição dos recursos, de modo a garantir que os municípios tenham condições de atender às demandas do SUS. A articulação entre os três níveis é considerada fundamental para que o financiamento seja revertido efetivamente em atendimento à população.

 

“O financiamento da saúde é compartilhado, mas ele só se concretiza de fato quando chega na ponta, no atendimento à população. Por isso, é fundamental essa articulação entre União, Estado e municípios, garantindo que os recursos sejam aplicados de forma eficiente e cheguem onde as pessoas mais precisam”, destaca o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões.


 

Áreas contempladas pelo orçamento da saúde

 

Os recursos investidos pelo poder público abrangem múltiplas áreas dentro da rede do SUS, incluindo:

 

- atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS);

 

- prestação de serviços de urgência e emergência;

 

- consultas, exames e cirurgias;

 

- execução de programas de vacinação e ações de prevenção;

 

- manutenção e custeio de hospitais e centros especializados.

 

Além disso, os valores são direcionados para aquisição de medicamentos, compra de equipamentos, manutenção das estruturas de atendimento e pagamento dos profissionais de saúde que atuam em todas essas áreas.

 

Mato Grosso do Sul investiu mais que o mínimo constitucional

 

Segundo dados do Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA), em 2025, o estado de Mato Grosso do Sul destinou mais de 2,95 bilhões de reais para ações e serviços públicos de saúde, considerando todas as fontes de financiamento. Apenas com recursos próprios, o investimento chegou a 2,39 bilhões de reais, o que corresponde a 12,26% da arrecadação estadual — percentual superior ao exigido pela Constituição Federal.

 

“Esse investimento é essencial para manter a rede funcionando e ampliar o acesso da população aos serviços. O Estado tem atuado de forma contínua para fortalecer a assistência e apoiar os municípios em todas as regiões”, reforça o secretário Maurício Simões.


 

Municípios concentram atendimentos e Estado oferece suporte

 

A maior parcela dos atendimentos prestados pelo SUS ocorre na esfera municipal, principalmente na Atenção Primária. Os estados, por sua vez, organizam a rede regional, auxiliam os municípios e mantêm serviços de média e alta complexidade. Entre esses serviços estão hospitais regionais, centros especializados, transplantes e programas estratégicos.

 

Rede articulada assegura diferentes níveis de atendimento

 

O modelo tripartite permite que o SUS funcione como uma rede articulada, atribuindo funções específicas a cada instância de governo. Isso garante acesso a diversos níveis de atendimento — desde consultas nas Unidades Básicas de Saúde até procedimentos em hospitais de referência —, tudo dentro de um sistema público abrangente.

 

“O Estado tem um papel central na organização da rede de saúde, articulando os serviços e ampliando o acesso da população. Esse trabalho é essencial para garantir mais qualidade e eficiência no atendimento em todas as regiões”, finaliza o secretário.


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