No dia 5 de março de 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) consolidou maioria para negar o pedido de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi iniciada com o voto do ministro Cristiano Zanin, que se posicionou pela manutenção de Bolsonaro na Papudinha, unidade prisional no Distrito Federal.
Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos e três meses por crimes contra a democracia. A defesa solicitou que ele cumprisse a pena em casa, mas o pedido foi rejeitado, formando maioria contrária.
O julgamento ocorreu em ambiente virtual e teve início às 8h da quinta-feira. Além de Zanin, o ministro Flávio Dino acompanhou o voto de Moraes. Até a presente data, a ministra Cármen Lúcia tem até as 23h59 para seu voto.
Na decisão, Moraes destacou que a Papudinha proporciona atendimento médico adequado, uma das alegações da defesa de Bolsonaro.
O local é conhecido como Papudinha por sua proximidade ao Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, e foi adaptado para receber autoridades.
Em 11 de setembro de 2025, Bolsonaro foi condenado por 4 votos a 1 por liderar uma organização criminosa que visava um golpe de Estado. Ele também foi responsabilizado por ataques aos Três Poderes ocorridos em 8 de janeiro de 2023, causando danos de mais de 30 milhões de reais.
Além das implicações jurídicas, há também a questão da tentativa de violação da tornozeleira eletrônica que complica o pedido de prisão domiciliar.