O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou oficialmente o Conselho de Paz durante o Fórum Econômico de Davos, na Suíça. Essa iniciativa, idealizada e liderada por Trump, busca pacificar e reconstruir Gaza, embora sua legitimidade para implementar medidas em terras estrangeiras ainda seja questionada.
Em seu discurso na manhã de quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, Trump afirmou que “todo mundo quer fazer parte do Conselho de Paz”. Contudo, diversos países convidados, incluindo o Brasil, ainda não responderam ao convite. Noruega, Suécia, França, Eslovênia e Reino Unido já sinalizaram que não participarão.
Trump declarou que 59 países demonstraram interesse em seu grupo, mas apenas 22 nações confirmaram oficialmente sua participação. Entre eles estão Arábia Saudita, Argentina, Armênia, Azerbaijão e outros, incluindo Israel e Emirados Árabes Unidos.
Apesar de críticas à ONU, Trump afirma que deseja colaboração. “Quando esse conselho estiver completamente formado, poderemos fazer praticamente tudo o que quisermos. E faremos isso em conjunto com as Nações Unidas”, disse Trump na conferência.
Trump assinou o documento de criação do Conselho de Paz ao lado do presidente argentino Javier Milei, do primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán, do presidente indonésio Prabowo Subianto e do presidente azeri Ilham Aliye.
Os países convidados terão mandatos de três anos caso aceitem participar. Para uma cadeira permanente, exige-se o pagamento de um bilhão de dólares, gerido exclusivamente por Trump.
Sem uma verdadeira clareza sobre sua capacidade de ação internacional, o conselho poderá abordar outras questões globais, de acordo com Trump.
A iniciativa despertou debates sobre sua viabilidade e impacto real, com alguns líderes mundiais expressando ceticismo quanto à proposta do líder estadunidense.