Em conversa telefônica com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o líder chinês Xi Jinping manifestou apoio à maior economia da América Latina e ao Sul Global, destacando a importância de manter o papel das Nações Unidas. A ligação foi divulgada pela agência estatal chinesa Xinhua, após críticas de Lula ao ataque dos Estados Unidos à Venezuela, em artigo no New York Times.
Xi Jinping enfatizou a importância da aliança entre China e Brasil na defesa dos interesses comuns do Sul Global. Além disso, ressaltou a necessidade de fortalecer a atuação conjunta dentro das Nações Unidas em tempos desafiadores.
As declarações de Xi ocorreram semana após o arresto do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, sob acusações de tráfico de drogas, agravando a instabilidade política em Caracas e gerando incertezas entre países latino-americanos.
A ação dos EUA gerou preocupação sobre possíveis intervenções armadas na América Latina, recebendo críticas de figuras proeminentes e da ONU. Em entrevista à BBC, o secretário-geral Antonio Guterres destacou a ameaça aos princípios fundadores da entidade.
"Em mais de 200 anos de história independente, esta é a primeira vez que a América do Sul sofre um ataque militar direto dos Estados Unidos", escreveu Lula no New York Times.
Lula apelou para que grandes potências evitem hostilidades permanentes, enfatizando a soberania dos povos sobre seus destinos.
A ameaça de Donald Trump de usar força para adquirir a Groenlândia também afetou relações diplomáticas. Além disso, ofensivas na Venezuela desafiam a influência chinesa na América Latina, onde Xi promete investir em infraestrutura e fortalecer laços econômicos.
"A China está disposta a continuar sendo uma boa amiga e parceira dos países da América Latina e do Caribe", afirmou Xi a Lula.
A parceria estratégica com o Brasil, firmada em 2024, visa alinhar a iniciativa do Cinturão e Rota com planos brasileiros nos setores de agricultura e energia, refletindo a cooperação crescente entre as duas nações.
*Com informações da Reuters e da Xinhua