Os brasileiros retiraram em janeiro deste ano 403,29 milhões de reais em valores esquecidos no sistema financeiro. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, dia 10 de março de 2026, pelo Banco Central (BC). Até o momento, o Sistema de Valores a Receber (SVR) já restituiu 13,76 bilhões de reais aos clientes, mas ainda há cerca de 10,5 bilhões de reais disponíveis.
O Sistema de Valores a Receber é um serviço do Banco Central pelo qual cidadãos podem verificar se têm dinheiro esquecido em bancos, consórcios ou outras instituições financeiras. A consulta pode ser feita sem necessidade de login, apenas informando o CPF e data de nascimento, ou o CNPJ e data de abertura da empresa.
Caso existam valores, o usuário deve acessar o sistema para verificar o montante disponível e a origem, além de fornecer informações de contato. Isso exige login com a conta Gov.br nos níveis prata ou ouro e verificação em duas etapas.
O dinheiro pode ser recuperado de três maneiras: contato direto com a instituição responsável, solicitação via Sistema de Valores a Receber ou resgate automático. A funcionalidade de solicitação automática permite que créditos sejam realizados diretamente na conta do cidadão, disponível apenas para quem possui a chave Pix do tipo CPF.
Os valores esquecidos frequentemente se originam de contas-correntes ou poupanças encerradas, cotas de capital de cooperativas de crédito, tarifas indevidas, e outros recursos disponíveis para devolução nas instituições.
Até o final de janeiro, 37.719.258 correntistas resgataram valores, sendo a maioria pessoas físicas. No entanto, 54.612.272 beneficiários ainda não sacaram seus recursos, a maior parte para valores inferiores a 10 reais. Apenas 1,9% tem direito a receber quantias acima de mil reais.
O Banco Central alerta para golpes envolvendo supostos intermediários de resgate. Ressalta-se que todos os serviços do Sistema de Valores a Receber são gratuitos. O BC não envia links nem solicita confirmações de dados pessoais, e ninguém está autorizado a pedir senhas por quaisquer meios.
"Toda comunicação do BC é feita diretamente pelo sistema, sem usar intermediários", reforça a instituição.
Essas iniciativas visam a proteção dos correntistas, prevenindo fraudes e assegurando a devolução segura dos valores esquecidos no sistema bancário.