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Arquivo Público Estadual inicia digitalização total do acervo histórico

Digitalização garantirá acesso online, preservação e pesquisas avançadas sobre a história de MS

31/03/2026 às 12:28
Por: Redação

O processo de digitalização integral do acervo do Arquivo Público Estadual de Mato Grosso do Sul começou a ser viabilizado após a assinatura de um Termo de Cooperação, realizada na manhã da segunda-feira, dia 30, entre a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, por meio do seu Arquivo Público Estadual, e o Instituto de Preservação Documental e Cultural Interamericana (IPDCI). O acordo contempla também instituições parceiras, que incluem o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul, a Igreja Católica representada pela Cúria Diocesana de Corumbá e a Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul.

 

De acordo com o Termo de Cooperação, o IPDCI, que tem interesse em acervos digitalizados, receberá uma cópia de todo o material digitalizado. A instituição possui equipamentos próprios e equipe especializada, e busca parcerias com arquivos que detenham acervos físicos. Conforme explica o coordenador do Arquivo Público Estadual, Douglas Alves da Silva, o Arquivo mantém a propriedade do acervo, mas passa a compartilhar a propriedade do acervo digital, sempre respeitando os requisitos estabelecidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

 

Segundo Douglas Alves da Silva, o IPDCI utiliza acervos digitais em estudos históricos, pesquisas genealógicas e demais atividades de pesquisa. Dessa forma, o arquivo estadual passa a captar acervos digitais também de parceiros que ainda não possuem seus acervos físicos digitalizados. O coordenador detalha que, por meio da colaboração, é possível acessar documentos históricos de parceiros sem que eles precisem abrir mão dos originais físicos.

 

Douglas destaca que a digitalização permitirá ao Arquivo Público Estadual ampliar o atendimento a pesquisadores de temas variados por meio do acervo digitalizado. O processo de indexação facilitará a busca de documentos históricos, além de contribuir para a preservação do acervo físico, que, por sua antiguidade, pode apresentar fragilidades decorrentes do manuseio contínuo. Ele exemplifica a situação mencionando documentos do início do século XIX, os quais, pela idade avançada, já apresentam sinais de deterioração e fragilidade.

 

"Com o acervo ficando em formato digital, nós conseguimos indexá-lo, conseguimos fazer buscas com maior facilidade. Além de tudo, como você não vai precisar manusear o acervo físico, que ele já tem uma certa idade, você passa a ter um acervo físico que ele vai ter uma durabilidade maior. Então, por exemplo, você pega um documento do início do século 19, né? Por exemplo, a gente pega ali um documento, um documento muito antigo, que ele já pode ter uma deterioração, ele pode ter alguma fragilidade. Então, quando você vai fazer pesquisas usando esse documento, o manuseio ao documento pode acabar danificando, o manuseio inadequado, o manuseio constante. A partir do momento que você tem uma cópia digital, eu consigo manusear no computador, então eu não estou agregando a fonte primária. Então com base nisso, a fonte que nós temos ali, o papel, ele acaba ficando mais por uma questão comprobatória".

 

O diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, avaliou que a digitalização representa um marco relevante para a garantia da salvaguarda do acervo do Arquivo Público, que reúne documentos desde a criação do Estado até o presente.

 

"O Arquivo Público do Estado de Mato Grosso do Sul, ele traz documentação desde a sua criação do Estado até os dias de hoje. Então é um momento muito importante, uma vez que a gente garante a salvaguarda desse material, né, que poderia muitas vezes ser queimado, poderia ser perdido, ser molhado. E a gente agora garante a digitalização de todo esse material para que o Estado tenha isso à sua disposição através da digitalização".

 

O secretário de estado de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, avaliou que a assinatura do Termo de Cooperação para a digitalização significa um avanço importante para a proteção da história e cultura do Mato Grosso do Sul. Para ele, o acervo digitalizado será fonte essencial de pesquisa tanto para acadêmicos quanto para a população em geral, permitindo também uma análise mais detalhada do passado e o planejamento do futuro a partir do patrimônio histórico do Estado.

 

"E vai ser muito importante para que a gente possa ter uma fonte de pesquisa importantíssima dos documentos históricos de Mato Grosso do Sul. Essa pesquisa é fundamental para acadêmicos, para a população de uma forma geral e também permite que a gente possa analisar o nosso passado, planejar o nosso futuro a partir da história rica do Mato Grosso do Sul".

 

Foto da assinatura do termo de cooperação para digitalização do acervo

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