A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, por intermédio da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª DEAM) de Campo Grande, executou nesta data, dia 31, um mandado de busca e apreensão que resultou na detenção em flagrante de um homem por posse irregular de munição. A ordem judicial foi expedida após uma investigação que apurava uma série de ameaças, agressões físicas e psicológicas dirigidas à sua ex-companheira.
A representação para a busca e apreensão, que foi deferida pela Justiça, fundamentou-se no depoimento da vítima. Ela descreveu um histórico de violência que se estendeu durante e após o término de uma união que durou 35 anos. Conforme apurado, enquanto ainda conviviam, o investigado exercia controle econômico sobre a mulher, impedindo que os aluguéis de imóveis do casal fossem repassados diretamente a ela e exigindo que os valores passassem por suas mãos, gerando constrangimento e uma situação de controle financeiro.
Além disso, após o encerramento do relacionamento, a vítima relatou que o investigado já a havia ameaçado de morte com um revólver. Ele teria afirmado que mataria tanto ela quanto seu atual companheiro caso este visitasse sua residência. No início deste ano, ao descobrir o novo relacionamento da ex-companheira, o homem teria exibido uma arma de fogo e reiterado as ameaças de morte.
Diante da seriedade dos fatos e do justificado receio pela integridade física da vítima, a Polícia Civil solicitou a busca e apreensão de arma de fogo na residência do investigado, pedido que foi prontamente acolhido pelo Poder Judiciário. Durante o cumprimento do mandado, realizado no bairro Vila Moreninha III, os policiais do Setor de Investigações Gerais (SIG) da 1ª DEAM localizaram e apreenderam 10 munições de calibre .22, além de uma espada.
O indivíduo foi conduzido à 1ª DEAM, onde a autoridade policial plantonista ratificou sua prisão em flagrante pelo delito de posse irregular de munição de uso permitido. Embora o crime permita o arbitramento de fiança, a autoridade policial decidiu não concedê-la, considerando o histórico criminal do autuado e, primordialmente, a natureza grave da investigação original – violência doméstica contra a mulher – com o objetivo de assegurar a efetiva proteção da vítima. O investigado permanece sob custódia, à disposição da Justiça.