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Protesto em São Luís repudia 121 mortes em operação policial no Rio

Movimentos sociais de São Luís se unem a ato nacional contra violência policial, destacando 121 mortes na Operação Contenção no Rio.

31/10/2025 às 18:43
Por: Redação
Protesto em São Luís repudia 121 mortes em operação policial no RioMovimentos sociais de São Luís se unem a ato nacional contra violência policial, destacando 121 mortes na Operação Contenção no Rio.São Luís, no Maranhão, foi palco nesta quinta-feira (31) de uma manifestação convocada por movimentos sociais em repúdio à violência policial. O ato, parte de uma mobilização nacional, enfatiza a Operação Contenção, ocorrida na terça-feira (28) nos Complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, que resultou em cento e vinte e um óbitos, entre eles quatro policiais. Essa ação foi a mais letal já registrada na capital fluminense, e a concentração em São Luís teve início às dezesseis horas na Praça Deodoro.A Frente Negra Revolucionária, o Movimento Correnteza Maranhão e a União Popular Maranhão foram os responsáveis pela convocação do protesto. As organizações afirmam que algumas das vítimas da operação no Rio de Janeiro exibiram indícios de execução sumária.Conforme detalhado na convocatória do evento, ao menos setenta e quatro corpos foram resgatados por moradores nas vias e áreas de mata ao redor dos bairros. O documento ainda descreveu que, além dos mortos, dezenas de pessoas ficaram feridas, incluindo um mototaxista, uma mulher que estava em uma academia e um indivíduo em situação de rua. Para os movimentos, tais fatos representam a continuidade de uma política de extermínio direcionada à população periférica, que se encontra em um permanente estado de conflito.As organizações sociais também expressaram forte censura à posição do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que classificou a operação como um sucesso. Essa avaliação, entretanto, contrasta com as críticas de diversas entidades, como a Anistia Internacional, que considerou a iniciativa policial como ‘desastrosa’.Previamente, na quarta-feira (29), residentes dos Complexos do Alemão e da Penha já haviam se manifestado em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo estadual do Rio de Janeiro. Na ocasião, acusaram o governador Cláudio Castro de comandar uma 'carnificina' durante a operação policial.A Operação Contenção conseguiu cumprir apenas vinte dos cem mandados de prisão que a fundamentavam. Além disso, pelo menos outras quinze pessoas que eram alvos desses mandados foram mortas durante a incursão. O principal objetivo da operação, Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca e apontado como um dos líderes do Comando Vermelho ainda em liberdade, permanece foragido.O total de prisões efetuadas alcançou cento e treze. Conforme informou o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, as demais detenções ocorreram em flagrante e todas foram validadas em audiência de custódia. No que tange aos mortos, o Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro já identificou cem dos cento e vinte e um óbitos da operação. Embora todas as necropsias, exames detalhados para determinar a causa e as circunstâncias das mortes, tenham sido realizadas, os laudos completos só serão divulgados em um período de dez a quinze dias úteis. Dos cento e dezessete civis falecidos, oitenta e nove corpos já foram liberados pelo IML para os familiares. Contudo, familiares que aguardavam a liberação dos corpos nesta quarta-feira (30) manifestaram insatisfação com a morosidade no processo pericial e a ausência de informações claras.

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