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Apoio dos EUA ao Rio é visto como inadequado por especialistas

Comunicado dos EUA ao Rio de Janeiro levanta questões sobre soberania e apoio indevido.

05/11/2025 às 21:32
Por: Redação
O recente comunicado enviado pelo governo dos Estados Unidos à Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, oferecendo "qualquer apoio necessário", foi considerado inadequado por especialistas. A prática, que os EUA têm repetido em suas interações com governos subnacionais de outros países, levanta questões sobre a soberania nacional. Esses especialistas mencionam casos anteriores, como a Lava Jato, onde o Brasil interagiu diretamente com o FBI sob pretextos de contraterrorismo e lavagem de dinheiro. Bruno Lima Rocha, cientista político e professor de relações internacionais, observa que essa relação direta com órgãos estrangeiros pode ser problemática. O professor Raphael Lana Seabra, especialista em história latino-americana, criticou a oferta dos EUA, classificando-a como "incomum e inadequada," especialmente por envolver soberania. Ele destacou que há paralelos com ações durante a Guerra Fria, onde os EUA frequentemente lidavam com governos subnacionais. A carta de auxílio foi assinada pelo representante da Divisão Antidrogas, James Sparks, oferecendo condolências pela morte de policiais em operação no Rio. No entanto, essa operação resultou em 121 mortes, e a oferta de apoio gera suspeitas de ingerência. Seabra lembra que o envolvimento dos EUA em questões de narcotráfico tem históricas repercussões negativas, citando recentes tensões com a Venezuela e o México. Já Bruno Rocha critica a tentativa de classificar facções do tráfico como terroristas, afirmando que isso deturpa o conceito de terrorismo. Para Rocha, a resposta ideal ao comunicado americano seria uma ação coordenada entre autoridades federais, como a Polícia Federal e o Itamaraty, para evitar subordinação a governos estrangeiros. O governo do Rio de Janeiro declarou, em nota, que mantém troca de informações com agências de combate ao narcotráfico, sem permitir ações em solo brasileiro. A interlocução com o DEA é vista como parte de uma cooperação internacional no tema.

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